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Mulher adotada na ditadura encontra a avó na Argentina | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Ativistas de direitos humanos na Argentina comemoraram nesta quinta-feira o reencontro de uma mulher de 27 anos com a avó biológica. Victoria Donda Perez é filha de militantes de oposição à ditadura militar na Argentina. Os pais dela foram mandados para a prisão e mais tarde foram dados como desaparecidos. Quando criança, Victoria foi adotada por um militar da Força Aérea, que recentemente lhe contou sobre o destino dos pais biológicos, de acordo com as Avós da Praça de Maio, grupo de avós de vítimas da ditadura que se reúne na famosa praça em frente ao palácio do governo argentino. O grupo está tentando localizar filhos de militantes que nasceram quando os pais estavam na clandestinidade. Vítimas Durante a ditadura militar, entre 1976 e 1983, cerca de 13 mil pessoas morreram ou ficaram desaparecidas, de acordo com um relatório oficial do governo argentino. Mas grupos de direitos humanos dizem que o número é de cerca de 30 mil. Estela Carlotto, que dirige o grupo Avós da Praça de Maio, disse que a descoberta é "um ato de amor". Ela contou que Victoria entrou em contato com a avó, que atualmente vive em Toronto, no Canadá, e que pretende visitá-la nos próximos meses. A Justiça argentina está investigando se existia um plano por parte do governo para a adoção sistemática de mais de 200 crianças que nasceram de mães presas políticas. |
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