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Choques entre xiitas e sunitas matam ao menos 50 no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 50 pessoas foram mortas durante a madrugada desta quinta-feira apenas em Bagdá, no Iraque, em meio à violência entre sunitas e xiitas provocada pelo ataque a um templo xiita na quarta. Dezenas de mesquitas sunitas foram atacadas em diferentes áreas do país, e pelo menos três jornalistas iraquianos foram raptados e mortos quando foram fazer a cobertura do ataque ao templo xiita, na cidade de Samarra. Após a explosão do templo, xiitas em diferentes partes se revoltaram e começaram a atacar sunitas – embora nenhum grupo tenha assumido o atentado. Ainda na quarta, homens armados haviam matado pelo menos onze pessoas depois de invadir uma prisão e retirar os presos na cidade de Basra, no sul do país. Segundo a polícia, acredita-se que todas as vítimas sejam militantes sunitas, incluindo pelo menos dois egípcios. Os corpos dos prisioneiros foram encontrados depois na cidade em meio a relatos de que eles teriam sido torturados antes de morrer. Clérigos A explosão no início da manhã da quarta-feira foi provocada por dois homens armados vestidos de policiais que teriam, segundo testemunhas, forçado a entrada na mesquita e detonado artefatos explosivos. O impacto da explosão no santuário de Samarra foi tão forte que destruiu a cúpula dourada do templo – no que foi o terceiro grande ataque contra alvos xiitas em três dias. Entre os mortos logo após o atentado, estão três clérigos sunitas. O presidente do Iraque, Jalal Talabani, fez um apelo para que os iraquianos trabalhem juntos para evitar uma guerra civil no país. Talabani disse ainda que o ataque ao templo teve como objetivo desestabilizar as tentativas de se estruturar um governo de consenso no Iraque. Foco da insurgência Samarra – onde fica o templo – é um local de maioria muçulmana sunita e tem sido um dos focos da insurgência armada contra as tropas dos Estados Unidos e contra o governo iraquiano, dominado pelos xiitas. O santuário de Askari, parte do mauseoléu do imã Ali al-Hadi, é um dos locais mais sagrados para os xiitas. Ali al-Hadi, que morreu no ano 868, e seu filho, Hassan al-Askari, morto em 874, seriam descendentes diretos do profeta Maomé. A cúpula dourada do santuário foi completada em 1905. O minarete em espiral no topo de um dos outros pontos sagrados da cidade, a grande mesquita sunita de Samarra, foi danificado em abril de 2003. |
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