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Número de mortos em confrontos no Iraque sobe para 80 | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 80 pessoas já morreram em confrontos entre muçulmanos sunitas e xiitas nas últimas 24 horas no Iraque, Os conflitos começaram depois de um ataque a um templo xiita na quarta-feira, na cidade de Samarra, e ao longo da noite e da madrugada desta quinta-feira se espalharam para o restante do país. Como uma tentativa de interromper a escalada de tensão, o presidente iraquiano, Jalal Talabani, convocou as principais lideranças políticas e religiosas do país para uma reunião e falou do risco de o país cair em uma guerra civil."Estamos vendo uma grande conspiração para destruir a unidade iraquiana", disse Talabani. No entanto, a principal liderança sunita, a Frente de Concordância Iraquiana, decidiu boicotar o encontro para protestar contra o que eles chamam de falha das autoridades em lhes fornecer. Violência Pelo menos 53 pessoas foram mortas durante a madrugada apenas em Bagdá e dezenas de mesquitas sunitas foram atacadas em diferentes partes do Iraque. Uma fonte policial disse que 47 cadáveres com marcas de tiros foram encontrados na vila de Nahrawan, ao sul de Bagdá, ao lado de carros incendiados. Mas não está claro, porém, se esses corpos estariam incluídos na cifra de 53 ou se seriam outras mortes – o que elevaria as mortes apenas em Bagdá para cem. Outros episódios de violência nesta quinta-feira incluem a explosão de uma bomba na cidade de Baquba, matando 12 pessoas, incluindo um policial. A cidade vem sendo há tempos palco de violência entre os grupos e acredita-se que é um dos principais redutos da rede Al Qaeda no país. Outro sunita foi morto quando uma mesquita da cidade foi atacada por rajadas de metralhadora. Pelo menos três jornalistas da TV árabe Al Arabyia foram raptados e mortos quando foram fazer a cobertura do ataque ao santuário xiita de Samarra. Na quarta-feira, homens armados haviam matado pelo menos onze pessoas depois de invadir uma prisão e retirar os presos na cidade de Basra, de maioria xiita, no sul do país. Segundo a polícia, acredita-se que todas as vítimas sejam militantes sunitas, incluindo estrangeiros, e eles teriam sido torturados antes de morrer. Importância Um porta-voz do aiatolá Al Sistani, a maior autoridade xiita no Iraque, disse na quinta-feira que a raiva e a frustração de seus seguidores podem ser difíceis de serem contidas. Um deles é o clérigo Moqtada Al Sadr, cujas milícias armadas estão patrulhando as ruas de várias cidades do país. O ataque ao templo de Samarra foi o estopim desta nova onda de violência entre os dois maiores grupos étnicos do país. Na segunda e na terça-feira, outros ataques a regiões predominantemente xiitas haviam matado pelo menos 34 pessoas. A explosão do santuário de Askari foi tão forte que destruiu a cúpula dourada do templo. O local faz parte do mauseoléu do imã Ali al-Hadi, é um dos locais mais sagrados para os xiitas. Ali al-Hadi, que morreu no ano 868, e seu filho, Hassan al-Askari, morto em 874, seriam descendentes diretos do profeta Maomé. A cúpula dourada do santuário foi completada em 1905. |
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