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Mais de 100 morrem em confrontos pelo Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 100 pessoas já morreram em confrontos entre muçulmanos sunitas e xiitas nas últimas 24 horas no Iraque. Os conflitos começaram depois de um ataque a um templo xiita na quarta-feira, na cidade de Samarra, e ao longo da noite e da madrugada desta quinta-feira se espalharam para o restante do país. Como uma tentativa de interromper a escalada de tensão, o presidente iraquiano, Jalal Talabani, convocou as principais lideranças políticas e religiosas do país para uma reunião e falou do risco de o país cair em uma guerra civil."Estamos vendo uma grande conspiração para destruir a unidade iraquiana", disse Talabani. No entanto, a principal liderança sunita, a Frente de Concordância Iraquiana, decidiu boicotar o encontro. Violência Pelo menos 53 pessoas foram mortas durante a madrugada apenas em Bagdá e dezenas de mesquitas sunitas foram atacadas em diferentes partes do Iraque. Outros 47 cadáveres com marcas de tiros foram encontrados na vila de Nahrawan, ao sul de Bagdá, ao lado de carros incendiados. A polícia disse não ter informações se os mortos - homens entre 20 e 50 anos de idade - tinham ligações com a insurgência sunita ou com os ataques recentes contra xiitas. Bagdá está sob toque de recolher, mas protestos estão acontecendo em diversas partes da cidade. Mais episódios de violência nesta quinta-feira incluem a explosão de uma bomba na cidade de Baquba, matando 12 pessoas, incluindo um policial. A cidade vem sendo há tempos palco de violência entre os grupos e acredita-se que é um dos principais redutos da rede Al-Qaeda no país. Outro sunita foi morto quando uma mesquita da cidade foi atacada com rajadas de metralhadora. Pelo menos três jornalistas da TV árabe Al-Arabyia foram seqüestrados e mortos enquanto faziam a cobertura do ataque ao santuário xiita de Samarra. Na quarta-feira, homens armados haviam matado pelo menos onze pessoas depois de invadir uma prisão e retirar os presos na cidade de Basra, de maioria xiita, no sul do país. Segundo a polícia, acredita-se que todas as vítimas sejam militantes sunitas, incluindo estrangeiros, e eles teriam sido torturados antes de morrer. Importância Um porta-voz do aiatolá Ali al-Sistani, a maior autoridade xiita no Iraque, disse na quinta-feira que a raiva e a frustração de seus seguidores podem ser difíceis de serem contidas. Um deles é o clérigo Moqtada al-Sadr, cujas milícias armadas estão patrulhando as ruas de várias cidades do país. O ataque ao templo de Samarra foi o estopim desta nova onda de violência entre os dois maiores grupos étnicos do país. Na segunda e na terça-feira, outros ataques a regiões predominantemente xiitas haviam matado pelo menos 34 pessoas. A explosão do santuário de Askari foi tão forte que destruiu a cúpula dourada do templo. O local faz parte do mauseoléu do imã Ali al-Hadi, é um dos locais mais sagrados para os xiitas. Ali al-Hadi, que morreu no ano 868, e seu filho, Hassan al-Askari, morto em 874, seriam descendentes diretos do profeta Maomé. A cúpula dourada do santuário foi completada em 1905. |
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