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Paquistão prende líderes para impedir protestos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder de um grupo radical islâmico foi preso no Paquistão para impedir que ele lidere protestos depois das orações desta sexta-feira. Hafiz Mohammed Saeed estava planejando mais um protesto contra a publicação das charges que satirizam o profeta Maomé. Mais de 100 pessoas foram presas e a polícia confirmou que aumentou as patrulhas em grandes cidades, além de fechar escolas e universidades para dispersar estudantes dispostos a participar de manifestações. Manifestações violentas vêm ocorrendo esta semana e pelo menos cinco pessoas morreram até agora. Publicação As charges, publicadas primeiro em um jornal dinamarquês em setembro e recentemente em outros jornais ocidentais, provocaram a onda de protestos.
Segundo a tradição islâmica, Allah e o profeta Maomé não podem ser retratados. Um porta-voz de Saeed disse que vários policiais o colocaram em prisão domiciliar na manhã desta sexta-feira. Ele havia programado um sermão na cidade de Lahore antes de liderar um protesto na cidade de Faisalabad. O ministro da Informação, Sheikh Rachid disse que "o governo não vai permitir interrupção da paz e da ordem na sociedade". Violência Na quinta-feira centenas de milhares de pessoas participaram de uma manifestação pacífica em Karashi. Mas na quarta-feira três pessoas morreram em protestos no país. Nos protestos do dia 15 lojas foram atacadas em Peshawar, uma lanchonete da rede americana KFC foi incendiada e um escritório de uma empresa de telefonia celular norueguesa também sofreu ataques. Houve violência também no noroeste do país, perto da fronteira com o Irã e os estudantes tomaram as ruas de Lahore, apesar de protestos públicos estarem proibidos. O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, condenou a publicação das charges há duas semanas. Correspondentes afirmam que muitos dos alvos atacados no Paquistão não tem relação com as charges e as manifestações têm sido uma demonstração de força pelos partidos islâmicos de linha dura. |
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