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Atualizado às: 17 de fevereiro, 2006 - 12h07 GMT (10h07 Brasília)
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Paquistão prende líderes para impedir protestos
Patrulhas nas principais cidades estão impedindo novos protestos
O líder de um grupo radical islâmico foi preso no Paquistão para impedir que ele lidere protestos depois das orações desta sexta-feira.

Hafiz Mohammed Saeed estava planejando mais um protesto contra a publicação das charges que satirizam o profeta Maomé.

Mais de 100 pessoas foram presas e a polícia confirmou que aumentou as patrulhas em grandes cidades, além de fechar escolas e universidades para dispersar estudantes dispostos a participar de manifestações.

Manifestações violentas vêm ocorrendo esta semana e pelo menos cinco pessoas morreram até agora.

Publicação

As charges, publicadas primeiro em um jornal dinamarquês em setembro e recentemente em outros jornais ocidentais, provocaram a onda de protestos.

A Polêmica das Charges
30 de setembro de 2005: Jornais publicam as charges
20 de outubro: Embaixadores muçulmanos reclamam junto ao primeiro-ministro dinamarquês
10 de janeiro de 2006: Publicações norueguesas republicam as charges
31 de janeiro de 2006: Jornais dinamarqueses se desculpam
1º de fevereiro de 2006: Jornais na França, na Alemanha, na Itália e na Espanha republicam as charges
4-5 de fevereiro de 2006: Embaixadas dinamarquesas em Damasco e Beirute são atacadas
6-12 de fevereiro de 2006: Doze pessoas são mortas no Afeganistão quando forças de segurança reprimem os protestos
13-15 de fevereiro de 2006: Protestos violentos irrompem no Paquistão

Segundo a tradição islâmica, Allah e o profeta Maomé não podem ser retratados.

Um porta-voz de Saeed disse que vários policiais o colocaram em prisão domiciliar na manhã desta sexta-feira.

Ele havia programado um sermão na cidade de Lahore antes de liderar um protesto na cidade de Faisalabad.

O ministro da Informação, Sheikh Rachid disse que "o governo não vai permitir interrupção da paz e da ordem na sociedade".

Violência

Na quinta-feira centenas de milhares de pessoas participaram de uma manifestação pacífica em Karashi. Mas na quarta-feira três pessoas morreram em protestos no país.

Nos protestos do dia 15 lojas foram atacadas em Peshawar, uma lanchonete da rede americana KFC foi incendiada e um escritório de uma empresa de telefonia celular norueguesa também sofreu ataques.

Houve violência também no noroeste do país, perto da fronteira com o Irã e os estudantes tomaram as ruas de Lahore, apesar de protestos públicos estarem proibidos.

O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, condenou a publicação das charges há duas semanas.

Correspondentes afirmam que muitos dos alvos atacados no Paquistão não tem relação com as charges e as manifestações têm sido uma demonstração de força pelos partidos islâmicos de linha dura.

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Livro explica cicatrizes da guerra e feridas da paz no Oriente Médio.
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