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Governo do Iraque condena abusos em Abu Ghraib | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Iraque condenou as mais recentes imagens de tortura de presos iraquianos por soldados americanos em Abu Ghraib. O primeiro-ministro Ibrahim Jaafari afirmou que seu governo vai agir para evitar futuros abusos do gênero. "O governo iraquiano condena as práticas reveladas nas recentes fotos que mostram prisioneiros iraquianos sendo torturados e assumirá a responsabilidade de evitar atos como esses", afirma um comunicado oficial. A ministro iraquiana dos Direitos Humanos, Narmin Uthman, pediu que os militares dos Estados Unidos envolvidos nos abusos sejam julgados por um tribunal internacional. Ela acrescentou, porém, que o episódio "teve um grande impacto" sobre os americanos, que mudaram a forma como tratam os presos no Iraque. Segundo ela, seu ministério não recebeu nenhuma prova recente de tortura em Abu Ghraib. Ativistas Grupos de defesa de liberdades civis nos Estados Unidos estão exigindo um inquérito para apurar o tratamento dos detentos. Ativistas afirmam esperar que a publicação de novas imagens estimule ação governamental contra oficiais de alto escalão responsáveis pelas políticas na prisão. O governo americano afirmou que as imagens não deveriam ter sido divulgadas e podem incitar violência. A televisão australiana mostrou na quarta-feira novas imagens dos abusos na prisão de Abu Ghraib em 2003. Nada a esconder As imagens mostradas pela SBS TV teriam a mesma origem das que causaram escândalo em todo o mundo. Elas mostram "homicídios, tortura e humilhação sexual", segundo a SBS. Mike Carey, da rede australiana de TV, disse à BBC que as imagens divulgadas na quarta-feira são ainda mais sérias do que as divulgadas anteriormente. O correspondente da BBC em Washington, James Coomarasamy, disse que parece haver pouca vontade política e pouco apetite do público para que a ferida seja reaberta. As imagens estão tendo menos proeminência na mídia americana do que no resto do mundo. John Bellinger, assessor jurídico do Departamento de Estado americano, disse que seria melhor se as fotos não tivessem sido divulgadas. "Não porque tenhamos nada a esconder, mas porque sentimos que é uma invasão de privacidade das pessoas que estão nas fotos", justificou Bellinger. Para ele, as imagens mostram uma "conduta completamente repugnante" que podem causar mais violência em todo o mundo. Pentágono O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, acrescentou que centenas de soldados americanos foram processados por abusos, incluindo 25 em Abu Ghraib. Um alto funcionário do Pentágono, que quis se manter anônimo, confirmou à agência de notícias France Presse que as imagens mostradas na quarta-feira são autênticas. "Não há nada de novo aqui", teria dito o oficial, para quem as imagens "foram investigadas previamente". Elas seriam parte de mais de 100 fotos e vídeos tiradas na prisão e entregues depois à Divisão de Investigações Criminais dos Estados Unidos. A divulgação das novas imagens acontece em um momento de tensão entre nações muçulmanas e o Ocidente em torno das charges satirizando o profeta Maomé. Analistas afirmam que a reação no mundo muçulmano vai depender da extensão com que elas forem mostradas no mundo árabe. No Iraque, a revelação das fotos se segue à divulgação de um vídeo mostrando soldados britânicos batendo em civis iraquianos. Um dos vídeos exibidos no programa australiano Dateline mostra supostos prisioneiros sendo obrigados a se masturbar para a câmera. Outro vídeo mostra um priosioneiro batendo a cabeça contra uma parede. Segundo o canal SBS, o homem teria distúrbios psiquiátricos e teria se tornado um brinquedo para os guardas. Algumas fotos mostrariam corpos. Há ainda imagens de prisioneiros com ferimentos no corpo e na cabeça. Algumas das imagens foram mostradas em redes de televisão americanas e em canais árabes via satélite, como a Al-Arabiya e a Al-Jazeera. |
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