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Congresso dos EUA critica resposta ao Katrina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Todos os níveis do governo americano, incluindo o presidente George W. Bush, falharam em sua resposta ao furacão Katrina, que atingiu a região de Nova Orleans em agosto, segundo um relatório do Congresso americano que deve ser publicado nesta quarta-feira. O secretário de Segurança Interna, Michael Chertoff, é um alvo particular de críticas no relatório, que diz que, de maneira geral, a resposta do governo foi marcada por “ineficiência, falta de rumo e paralisia organizacional”. O relatório, vazado para a mídia americana antes de sua publicação oficial, é um entre vários relacionados ao desastre após o Katrina. Segundo um correspondente da BBC em Washington, após um início de ano mais calmo, o presidente Bush deve enfrentar um imenso desafio político com a divulgação desse novo relatório. O documento, preparado por um comitê dominado pelo Partido Republicano, do presidente Bush, relaciona 90 itens diferentes de problemas encontrados. 'Fracasso nacional' “Nossa investigação revelou que o Katrina foi um fracasso nacional, uma abdicação da mais solene obrigação de prover o bem-estar comum”, diz o resumo do relatório, segundo a agência Associated Press. “Em todos os níveis – individual, corporativo, filantrópico e governamental – nós falhamos em atender o desafio que foi o Katrina.” Entre os pontos levantados pelo relatório estão o fato de Michael Chertoff ter implementado sistemas de resposta para emergência “tarde e sem nenhuma eficiência”, o que atrasou o envio de tropas federais em até três dias. Além disso, funcionários da Casa Branca foram incapazes de “coletar, analisar e agir” efetivamente sobre informações à sua disposição, deixando o presidente Bush com informações pobres e incompletas. Outro ponto levantado pelo relatório é a decisão tardia de determinar a evacuação obrigatória pelo prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, e pela governadora da Louisiana, Kathleen Blanco, o que teria levado a mortes e sofrimento prolongado. A Fema (agência federal de administração de emergências) também é criticada por ter sofrido com a falta de pessoal treinado e experiente. “Se o 11 de setembro indicou uma falha de imaginação, o Katrina foi uma falha de iniciativa”, diz o resumo do relatório. “Neste caso, a cegueira à situação e decisões desconjuntadas compuseram e prolongaram o horror do Katrina sem necessidade.” 'Falta de tato' Os investigadores disseram ter ficado “coçando as cabeças com o nível de falta de tato e com a inépcia que caracterizaram o comportamento do governo antes e depois da tempestade”. “Se isso é o que acontece quando temos um aviso antecipado, temos calafrios em imaginar as conseqüências quando não tivermos.” O furacão Katrina foi um dos piores desastres naturais da história dos Estados Unidos, matando mais de 1,3 mil pessoas em cinco Estados em agosto. Centenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas. Na sexta-feira, Michael Brown – que se demitiu da direção da Fema após o desastre – disse a um painel do Senado que as autoridades sabiam que as barragens em Nova Orleans haviam rompido muito antes do que admitiram, mas que não agiram de maneira apropriada. Ele também criticou o Departamento de Segurança Interna, que controla a Fema, dizendo que suas políticas haviam posto sua organização em “um caminho do fracasso”. Brown argumentou que a resposta ao Katrina teria sido mais eficiente se as barragens tivessem sido rompidas por um ataque terrorista. Segundo ele, os desastres naturais se tornaram um tema secundário no Departamento de Segurança Interna. |
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