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Ex-diretor da Fema critica resposta do governo ao Katrina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-diretor da Agência Federal para a Administração de Emergências (Fema) dos Estados Unidos, Michael Brown, deu seu depoimento, na sexta-feira, a uma comissão do Senado que examina a resposta do governo ao furacão Katrina, em Nova Orleans, em 2005. Brown disse que as autoridades sabiam que as barragens de Nova Orleans tinham sido arrebentadas pela força das águas muito antes do que o admitido, mas não agiram com a rapidez necessária. Brown criticou o Departamento de Segurança Nacional, que controla a Fema. Para Brown, as políticas do departamento colocaram a Fema no "caminho do fracasso". Mais de 1,3 mil pessoas em cinco estados americanos foram mortas pelo furacão em agosto de 2005. Centenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas depois da passagem do furacão. Brown renunciou ao cargo de diretor da Fema no mês de setembro devido às crescentes críticas e alegações de lentidão na resposta ao desastre. O depoimento de Brown ocorre no momento em que o jornal New York Times divulgou detalhes de uma investigação do Congresso, que afirma que o relato de uma autoridade da agência federal de emergências, informando que tinha visto as barragens cedendo, chegou ao quartel-general do Departamento de Segurança Nacional às 21h27 no dia 29 de agosto, e à Casa Branca por volta de meia noite. Um dia depois, autoridades do governo de George W. Bush ainda se mostravam surpresas quando receberam a informação de que as barragens tinham sido invadidas pela água. Culpa Comparecendo ao comitê do Senado de Segurança Nacional e Negócios do Governo, Brown foi mais longe do que em outros depoimentos, culpando outros elementos do governo Bush por lentidão na resposta à tempestade. Ele contradisse autoridades do Departamento de Segurança Nacional, que tinham afirmado antes que não sabiam da gravidade dos problemas até um dia depois do Katrina chegar à cidade de Gulf Coast. "Acho um pouco insincero. Para eles alegarem que não sabíamos (da gravidade do desatre) é besteira", disse Brown. "Havia um choque cultural que não reconhecia a ciência inerente de se preparar para o desastre, responder ao desastre, se prevenir de futuros desastres e se recuperar", acrescentou. Brown revelou que costumava passar por cima do Departamento de Segurança Nacional, devido à burocracia, afirmando que preferia lidar diretamente com a Casa Branca. E, segundo Brown, a resposta ao furacão Katrina teria sido mais efetiva se um terrorista tivesse explodido uma das barragens. No início do mês um relatório do Escritório de Responsabilização do Governo apontou o secretário de Segurança Nacional, Michael Chertoff, como o responsável por não assumir o controle dos esforços de ajuda logo depois do furacão. |
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