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Atualizado às: 27 de janeiro, 2006 - 09h35 GMT (07h35 Brasília)
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Israel diz que não negocia com 'terroristas do Hamas'
Gabinete israelense no memorial do holocausto Yad Vashem
Gabinete israelense decidiu não negociar com 'terroristas'
Israel afirmou que se recusa a negociar com uma Autoridade Palestina que inclua "uma organização terrorista armada" que pede pela sua destruição.

"O Estado de Israel não vai dialogar com uma Autoridade Palestina que possui grupos que são organizações terroristas armadas pedindo pela destruição de Israel", disse um comunicado do governo.

A nota foi divulgada a jornalistas após o premiê em exercício, Ehud Olmert, ter requisitado uma reunião de emergência com diferentes ministérios para discutir as consequências da vitória esmagadora do Hamas nas eleições de quarta-feira.

Com a apuração dos votos quase concluída, o Hamas garantiu 76 das 132 cadeiras do parlamento palestino.

Segundo o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, as negociações para a formação de um novo governo palestino já começaram.

EUA

A ministra do Exterior israelense, Tsipi Livni, fez um apelo à União Européia – o maior doador financeiro à Autoridade Palestina – para que o bloco se oponha à criação de um "governo terrorista".

O quarteto do Oriente Médio – formado pela Organização das Nações Unidas (ONU), Estados Unidos, União Européia e Rússia – divulgou um comunicado pedindo ao Hamas para que renuncie à violência e aceite o direito de Israel de existir.

O grupo irá se reunir em Londres na segunda-feira para decidir o que fazer após a vitória do Hamas.

O presidente George W. Bush afirmou que Washington não vai negociar com o Hamas se o grupo militante não rejeitar sua política de destruição de Israel.

Já os líderes do Hamas disseram que pretendem manter sua "política de resistência" contra Israel quando o grupo assumir o governo.

"Por um lado manteremos nossa política de resistência à agressão e ocupação e, por outro, procuraremos mudar e reformar o cenário palestino", disse Sami Abu Zuhur, porta-voz do Hamas.

"Queremos estar abertos ao mundo árabe e à comunidade internacional."

Hanan Ashrawi, deputada tradicionalmente associada ao Fatah que disputou as eleições como candidata pelo grupo independente Terceira Via, disse que o sucesso do Hamas pode ser em parte atribuído a alegações de corrupção dentro do Fatah e ao fracasso do processo de paz.

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