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Abbas convida Hamas para formar novo governo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O líder palestino Mahmoud Abbas anunciou nesta sexta-feira que vai convidar o grupo militante islâmico Hamas para formar o novo governo, depois de sua vitória nas eleições desta semana. O Hamas conquistou 76 das 132 cadeiras do Parlamento, derrotando o partido Fatah, de Abbas. O anúncio foi feito no momento em que aumenta a pressão internacional para que o Hamas renuncie à violência contra Israel. Correligionários do Hamas e do Fatah entraram em choque nesta sexta-feira na faixa de Gaza, perto da cidade de Khan Younis. Automóveis foram incendiados e tiros disparados para o alto. Pelo menos três pessoas ficaram feridas. Um líder do Hamas já havia dito que Abbas havia concordado em começar as conversações em breve para a formação de uma "parceria política". Ismail Haniya disse ter pedido um encontro com Abbas nos próximos dois dias para discutir como formar a nova administração. Israel O governo de Israel, por sua vez, reiterou que se recusa a negociar com uma Autoridade Palestina que inclua "uma organização terrorista armada" que pede pela sua destruição. "O Estado de Israel não vai dialogar com uma Autoridade Palestina que possui grupos que são organizações terroristas armadas pedindo pela destruição de Israel", disse um comunicado do governo. A nota foi divulgada a jornalistas após o premiê em exercício, Ehud Olmert, ter requisitado uma reunião de emergência com diferentes ministérios para discutir as consequências da vitória esmagadora do Hamas. O ministro do Exterior israelense, Tsipi Livni, fez um apelo à União Européia – o maior doador financeiro à Autoridade Palestina – para que o bloco se oponha à criação de um "governo terrorista". O quarteto formado pela Organização das Nações Unidas (ONU), Estados Unidos, União Européia e Rússia divulgou um comunicado pedindo ao Hamas para que renuncie à violência e aceite o direito de Israel de existir. O grupo irá se reunir em Londres na segunda-feira para decidir o que fazer após a vitória do Hamas. O presidente George W. Bush também afirmou que Washington não vai negociar com o Hamas se o grupo militante não rejeitar sua política de destruição de Israel. Já os líderes do Hamas disseram que pretendem manter sua "política de resistência" contra Israel quando o grupo assumir o governo. "Por um lado manteremos nossa política de resistência à agressão e ocupação e, por outro, procuraremos mudar e reformar o cenário palestino", disse Sami Abu Zuhur, porta-voz do Hamas. "Queremos estar abertos ao mundo árabe e à comunidade internacional." |
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