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Atualizado às: 26 de janeiro, 2006 - 15h12 GMT (13h12 Brasília)
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Hamas diz que vai manter 'política de resistência'
Simpatizantes do Hamas comemoram a vitória
Muitos palestinos acusavam o partido governista Fatah de corrupto
O grupo militante Hamas disse nesta quinta-feira que pretende manter sua "política de resistência" quando assumir o governo palestino.

"Por um lado manteremos nossa política de resistência à agressão e ocupação e, por outro, procuraremos mudar e reformar o cenário palestino", disse Sami Abu Zuhur, porta-voz do Hamas.

"Queremos estar abertos ao mundo árabe e à comunidade internacional."

Tanto Israel como os Estados Unidos e a União Européia vêm repetindo que não estão dispostos a negociar com o Hamas a menos que o grupo renuncie à resistência armada.

Parceria

Ele disse que o Hamas também pretender discutir com outros grupos a possibilidade de formar parcerias políticas.

"Queremos formar uma entidade palestina que una todos os partidos em torno de uma agenda política independente."

Os resultados oficiais das eleições palestinas devem ser anunciados às 19h (horário local, 15h do horário de Brasília).

O principal negociador palestino, Saeb Erekat, já admitiu a derrota de seu partido, o Fatah, para o Hamas e afirmou que a legenda não vai participar de um governo de coalizão.

"No que diz respeito ao meu partido (o Fatah), nós vamos ficar na oposição. Não vamos ser parte de nenhum governo de união e vamos focar na reconstrução do nosso partido."

Mea-culpa

Erekat confirmou que o primeiro-ministro, Ahmed Qurei, e seu gabinete renunciaram e que o pedido foi aceito pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.

"As leis básicas (da legislação palestina) são bem claras sobre a divisão de poderes na Autoridade Palestina", afirmou.

"O presidente Abbas vai continuar a cumprir sua funções de presidente."

Para Erekat, o Fatah terá que avaliar "por que foi tão mal nas eleições" e se colocar como oposição ao Hamas. "Vamos ser uma oposição leal".

O negociador afirmou ainda que o único culpado pela derrota é o próprio partido.

"Não estamos culpando ninguém. Deus nos livre de colocar a culpa nos israelenses por não terem nos visto como parceiros. Assumimos toda a culpa", disse.

E completou: "Talvez eles possam encontrar um parceiro no novo gabinete."

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