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Palestinos começam a votar em eleição histórica | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Eleitores palestinos começaram na manhã desta quarta-feira a depositar os seus votos para escolher um novo Parlamento pela primeira vez em uma década. Cerca de mil centros espalhados pela Cisjordânia e Faixa de Gaza foram abertos às 7h do horário local (3h em Brasília) para atender a 1,5 milhão de eleitores registrados. Alguns eleitores também deverão votar em Jerusalém Oriental, o que acabou sendo permitido por Israel após uma longa polêmica. A eleição está sendo realizada em meio a um forte esquema de segurança, que envolve 13 mil policiais palestinos. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, pediu que as pessoas votem e deu ordens para que as forças de segurança evitem episódios violentos. "Este grande dia será de significado histórico, um passo decisivo na estrada para a liberdade e a independência", afirmou Abbas. As semanas que antecederam a eleição foram marcadas pela violência, mas grupos militantes prometeram manter a paz no dia da votação, que vinha sendo adiada repetidas vezes desde 1996. Hamas O partido governista Fatah enfrenta a concorrência do grupo militante islâmico Hamas, cuja participação em eleições era até então inédita. O grupo aparecia nas pesquisas de opinião de voto com uma pequena desvantagem em relação ao Fatah. O primeiro-ministro em exercício de Israel, Ehud Olmert, enalteceu as eleições, mas fez um apelo aos palestinos para que não elejam "extremistas", em uma referência ao grupo. A participação dos militantes é vista com preocupação por Israel, Estados Unidos e União Européia, que consideram o Hamas uma organização terrorista responsável pelas mortes de civis. Israel e Estados Unidos já indicaram que não se relacionarão com um governo que incluir membros do Hamas. Entusiasmo Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém James Reynolds, há grande entusiamo entre os eleitores para escolher um novo Parlamento após a longa espera. Muitos, diz o correspondente, dizem que querem punir com o seu voto o Fatah, que vêem como corrupto e ineficente. O Hamas, por sua vez, diz que deixou de lado a sua aversão ao Parlamento palestino para ter a chance de converter o seu apoio popular em uma força política formalmente constituída. O correspondente da BBC diz que isso pode ser um sinal de que o grupo tenha se tornado mais pragmático, mas não que pretenda abandonar as suas armas. O Hamas não reconhece Israel como Estado e já lançou centenas de ataques contra israelenses em Israel e nos territórios ocupados. |
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