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Paquistão alerta EUA depois de ataque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Paquistão, Shaukat Aziz, disse que seu país não pode aceitar ações como o bombardeio americano que na sexta-feira passada matou 18 pessoas em um vilarejo paquistanês. "A relação com os Estados Unidos é importante, está crescendo. Mas ao mesmo tempo, ações como esta não podem ser perdoadas", disse Aziz. Segundo reportagens da mídia americana, o ataque teve como alvo o número dois da rede al Qaeda, Ayman al-Zawahiri. O governo americano acredita que Osama Bin Laden e seu "vice" estejam escondidos na fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão, onde ocorreu o bombardeio. Combate ao terrorismo O primeiro-ministro alertou os Estados Unidos em uma entrevista coletiva em Islamabad, em que estava na companhia do ex-presidente americano George Bush, que está visitando as áreas atingidas pelo terremoto do ano passado no Paquistão. "O Paquistão está comprometido com o combate ao terrorismo, mas naturalmente não podemos aceitar qualquer ação em nosso país com resultados como o que aconteceu no fim de semana", disse ele. Segundo o correspondente da BBC no Paquistão, Zaffar Abbas, o ataque americano fez com que aumentasse a pressão sobre o presidente Pervez Musharraf, que já é visto como alguém bastante próximo de Washington. Para os Estados Unidos, Bin Laden está ativo, na região, planejando novos ataques. "Nós não temos informações ou evidências que indicam que (Bin Laden) esteja morto ou incapacitado, então, trabalhamos com a hipótese de que ele esteja vivo", disse o embaixador americano de combate ao terrorismo, Henry Crumpton. Segundo o diplomata, a al Qaeda ainda tem como objetivo atacar os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e a Europa. Os Estados Unidos não comentaram o ataque de sexta-feira passada que, segundo a mídia americana, foi ordenado pela CIA. Mais tarde, milhares de paquistaneses protestaram contra os EUA. "Estou bastante confiante de que, em algum momento, vamos atingir a liderança da al Qaeda, e acreditamos que eles estejam nesta área", disse Crumpton à BBC. |
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