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Atualizado às: 14 de janeiro, 2006 - 19h12 GMT (17h12 Brasília)
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Paquistão protesta contra ataque aéreo americano
Vila atingida no Paquistão
O ataque revoltou a população local
Um ataque aéreo supostamente endereçado ao número 2 da Al Qaeda, Ayman Al-Zarwahiri, em território paquistanês levou o governo do Paquistão a protestar oficialmente contra os Estados Unidos, neste sábado.

Zarwahiri não estava na vila atingida, mas o ataque matou 18 pessoas, segundo o Paquistão.

Militares americanos negam ter realizado o ataque. A imprensa americana atribuiu o bombardeio à CIA.

O governo paquistanês condenou o ataque e pediu explicações ao embaixador americano no país.

Fronteira

O ministro da Informação paquistanês, Sheikh Rashid Ahmed, disse à imprensa que o governo do país desejaria tranquilizar a população e que não iria tolerar "que incidentes deste tipo voltem a ocorrer".

Ele disse não saber se Zarwahiri estava na vila, próxima da fronteira com o Afeganistão.

Forças de coalizão lideradas pelos Estados Unidos e também forças afegãs acreditam que militantes liderados pelo Talebã conseguem vantagem em seus ataques devido à fronteira com falhas de segurança.

Zawahiri, visto como o segundo em comando na organização Al Qaeda liderada por Osama Bin Laden, conseguiu escapar da captura desde que as forças lideradas pelos Estados Unidos derrubaram o regime do Talebã no Afeganistão em 2001, apesar de uma recompensa de US$ 25 milhões ter sido estabelecida no caso de sua prisão.

Ele se transformou no mais importante porta-voz da Al Qaeda em gravações e vídeos divulgados pelo grupo nos últimos meses.

Crianças

O ataque ocorreu no vilarejo de Damadola na área tribal de Bajaur, a cerca de 200 quilômetros da capital Islamabad.

Jornalistas que chegaram a Damadola falaram sobre três casas, com centenas de metros de distância entre elas, destruídas.

Shah Zaman afirmou que perdeu dois de seus filhos e uma filha.

"Eu corri e vi aviões, corri em direção a uma montanha próxima com minha mulher. Quando estávamos correndo, ouvimos outras três explosões e vi minha casa sendo atingida", disse.

"Não sei quem fez este ataque ou a razão, estamos sendo atacados desnecessariamente, somos pessoas que obedecem as leis", acrescentou.

O vice-governador da província vizinha, Kunar, já no Afeganistão, Noor Mohammed, negou que o ataque tenha sido lançado de seu país.

"Entrei em contato com todas as forças de segurança em Kunar e ninguém ouviu a respeito disso. Não creio que é verdade que o foguete tenha vindo do Afeganistão", disse.

Os Estados Unidos têm cerca de 20 mil soldados no Afeganistão, mas o Paquistão não permite que estes soldados operem do seu lado da fronteira.

O Paquistão tem cerca de 70 mil soldados na região da fronteira.

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