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CNN se desculpa e Irã volta atrás em proibição | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Irã voltou atrás em sua decisão de proibir jornalistas da rede de TV americana CNN de trabalharem no país. Em discurso do presidente Mahmoud Ahmadinejad defendendo o direito do Irã de usar tecnologia nuclear, a palavra "tecnologia" foi traduzida pela CNN como "armas". A televisão estatal iraniana disse nesta terça-feira que o Irã só voltou atrás na decisão após a CNN ter pedido desculpas e dito que o erro não havia sido intencional. Políticos linha-dura descreveram o erro como uma tentativa deliberada de distorcer a posição do Irã em um momento de crise diplomática. A rede de notícias americana divulgou uma nota pedindo desculpas ao governo iraniano e ao embaixador do Irã nas Nações Unidas e lamentando o incidente. Segundo a nota, o tradutor, que havia trabalhado para a CNN antes, tinha sido contratado de uma outra empresa, e não havia razão para acreditar que o erro tinha sido deliberado. A CNN não tem um escritório em Teerã, mas geralmente consegue autorização para cobrir eventos no país. Lacres violados A rede americana de TV transmitiu ao vivo a entrevista coletiva do presidente Ahmadinejad no sábado. Segundo a tradução simultânea, o presidente teria dito: "Nós acreditamos que todas as nações podem ter armas nucleares" e que o Ocidente não deveria "impedir que tenhamos armas nucleares". O governo afirma que a palavra persa para tecnologia foi traduzida como armas. Na segunda-feira, o ministro da Cultura divulgou um comunicado afirmando que "levando em consideração as ações da CNN contrárias à ética profissional nos anos passados e a distorção dos comentários do presidente neste sábado (...) nenhum jornalista da CNN será autorizado a vir para o Irã". "Qualquer revisão desta decisão depende do desempenho da CNN no futuro." O Irã insiste que seu programa nuclear é para a produção de energia, não de armas. Na semana passada, o país violou o lacre de três instalações nucleares pondo fim à moratória de dois anos em experiências atômicas. A Grã-Bretanha, a Alemanha e os Estados Unidos querem que o Conselho de Segurança considere a possibilidade de punição ao Irã. |
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