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Atualizado às: 16 de janeiro, 2006 - 13h02 GMT (11h02 Brasília)
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Pressão pode elevar preço do petróleo, diz Irã
Usina no Irã
Tensões com o programa nuclear forçou preços na semana passada
O ministro da Economia do Irã, Davoud Danesh-Jafari, afirmou nesta segunda-feira que os esforços internacionais para punir o país por causa da retomada do seu programa atômico podem provocar aumentos nos preços do petróleo.

A sanções poderiam, nas palavras de Danesh-Jafari, "desequilibrar a situação política e econômica no Irã" elevando os preços do petróleo a "níveis além das expectativas dos países ocidentais".

O Irã é o quarto maior exportador de petróleo do mundo. Na semana passada, os preços do produto ultrapassaram os US$ 64 dólares por barril, com a escalada da crise nuclear.

O governo iraniano nega que tenha objetivos belicistas, mas afirmou que não vai se deixar intimidar pela pressão internacional.

Rádio

Os comentários do ministro foram feitos nesta segunda-feira durante um programa transmitido pela rádio estatal do Irã ao mesmo tempo em que acontecia uma reunião, em Londres, entre os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Alemanha.

Os representantes discutem justamente possíveis represálias ao Irã.

Os governos dos Estados Unidos, da Grã-Bretanha, da França, da Rússia, da China e da Alemanha vão discutir que medidas tomar diante da insistência iraniana em retomar o programa atômico, alegando que ele tem fins pacíficos.

O governo russo também já deu sinais de que pode apoiar um possível envio do caso do Irã para o Conselho de Segurança da ONU. A China, entretanto, ainda teria objeções à medida.

Enquanto isso, cresce nos Estados Unidos a discussão sobre uma possível intervenção militar no país.

O senador republicano John McCain, considerado por muitos um possível candidato à Presidência em 2008, disse que uma operação no Irã deveria ser apenas a última opção.

'Força de morte'

Já o democrata Evan Bayh classificou o Irã de "força de instabilidade e morte" e pediu uma intervenção no programa nuclear com ataques a elementos dele.

O ministro do Exterior da Arábia Saudita, príncipe Saud Al Faisal, afirmou nesta segunda-feira que espera que o Irã não esteja começando uma corrida armamentista no Oriente Médio.

Em entrevista à BBC, Faisal também acusou os governos ocidentais de terem provocado a atual tensão com o Irã ao permitir que Israel, continuou o ministro saudita, desenvolvesse um arsenal nuclear.

Oficialmente, o governo israelense nega ter armas nucleares.

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