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Morales diz que vai se unir à 'luta antiimperialista' | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente eleito da Bolívia, Evo Morales, disse nesta terça-feira que o seu país está se unindo à Venezuela no que chamou de luta contra o neoliberalismo e o imperialismo. "Estamos em novas épocas, estamos em um novo milênio, um milênio para os povos e não para o império", disse Morales em Caracas. Morales se reuniu com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, no início de sua segunda viagem internacional desde que foi eleito, no mês passado. Os dois líderes sul-americanos teriam concordado em compartilhar informações e recursos nos setores de agricultura, saúde pública, educação e energia. Morales teria obtido de Chávez promessas de ajuda à indústria energética boliviana, como a venda de diesel a preços baixos, e um programa de alfabetização no país. A questão da energia é central para os dois países. A Venezuela é o quinto maior exportador de petróleo do mundo e Chávez está adotando medidas para exercer controle direto sobre a empresa estatal de petróleo. Na Bolívia, uma disputa sobre quem deve explorar as grandes reservas de gás natural do país já derrubou dois presidentes. "Eixo do bem" Antes da chegada do boliviano, Chávez havia dito que ele e Morales iam constituir o "eixo do bem" em oposição ao "eixo do mal". A expressão "eixo do mal" foi cunhada em 2002 pelo presidente americano, George W. Bush, para se referir ao Iraque, ao Irã e à Coréia do Norte, então todos rivais americanos no cenário internacional. "O eixo do mal, vocês sabem quem é o eixo do mal? Washington, aquilo é que é o eixo do mal. E seus aliados no mundo, que ameaçam, que invadem, que matam, que assassinam. Nós estamos criando o eixo do bem. Estamos criando o eixo do bem, o novo eixo do novo século", disse o presidente da Venezuela. Morales venceu as eleições com promessas de adotar políticas contra a liberalização comercial e aumentar gastos com programas sociais. Estados Unidos O futuro presidente boliviano fez a sua "estréia" internacional em Cuba na semana passada. Nos próximos dez dias, ele vai também visitar Brasil, China, Espanha, França, Bélgica e África do Sul. A decisão de não passar pelos Estados Unidos na sua turnê internacional quebra uma tradição até então mantida por presidentes bolivianos. O porta-voz de Morales, Alex Contreras, disse que ele teria ido a Washington se tivesse sido convidado. Na segunda-feira, o novo presidente boliviano manteve o seu primeiro encontro com o embaixador americano em La Paz. Uma nota divulgada pelo partido de Morales diz que a reunião foi cordial e que os dois homens concordaram com a importância de combater o narcotráfico. Evo Morales deve assumir a Presidência no dia 22 deste mês. |
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