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Atualizado às: 02 de janeiro, 2006 - 17h55 GMT (15h55 Brasília)
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Rússia diz que vai aumentar remessa de gás para Europa
Vista do principal gasoduto na Ucrânia, perto de Kiev, capital do país
Hungria está entre países que comunicaram queda no suprimento
A Gazprom, a empresa estatal russa de energia, disse que vai aumentar o suprimento de gás que remete para a Europa por meio do gasoduto que passa pela Ucrânia.

O porta-voz da empresa, Sergei Kupriyanov, disse à BBC que a iniciativa compensaria quedas que vinham sendo registradas em países europeus e comprovaria que a Gazprom é um fornecedor confiável.

Muitos países europeus, entre eles França, Itália, Áustria e Polônia, comunicaram que houve queda de volumes de gás fornecidos pela Gazprom.

Segundo Kupriyanov, a redução no volume de gás foi causado pela Ucrânia que, afirmou ele, desviou o equivalente a U$25 milhões em gás natural exportado para a União Européia.

A Ucrânia nega ter ficado com o gás, mas disse que desviaria uma parte se as temperaturas no país continuassem a cair.

A Rússia cortou o fornecimento de gás para a Ucrânia no domingo. Os dois países não conseguiram chegar a um acordo sobre um aumento nos preços do produto.

'Preocupação'

A União Européia e os Estados Unidos manifestaram preocupação com o caso.

O departamento de Estado americano disse que a decisão russa, de cortar o fornecimento de gás, levanta "sérias dúvidas sobre o uso da energia como forma de exercer pressão política".

Segundo agências de notícias, Alexander Medvedev, vice-diretor da Gazprom, teria dito que a Ucrânia desviou 100 milhões cúbicos de gás nas primeiras 24 horas depois do corte no fornecimento.

A Rússia disse que não teve outra alternativa, depois que a Ucrânia se recusou a assinar um novo acordo aceitando o aumento imediato nos preços do gás de U$ 50 (cerca de R$ 120) para U$ 230 por mil metros cúbicos. O preço em média cobrado da União Européia é U$ 240.

A Rússia fornece 30% do gás consumido na Ucrânia, e atende a cerca de 25% da demanda da União Européia. Exportações para a União Européia e para a Ucrânia são feitas por meio dos mesmos gasodutos.

Hungria, Polônia e Áustria relataram queda em seus suprimentos de gás depois do corte. O Comissário de Energia do bloco, Andris Pielbags, disse que a crise está gerando preocupação.

O governo da Ucrânia insiste que o aumento no preço do gás tem motivações políticas, pois ocorre depois da chamada Revolução Laranja e a eleição do candidato pró-ocidente, Viktor Yushchenko.

Outros países que permanecem sob influência da Rússia continuam a receber gás a preços mais baixos que os praticados no mercado.

Yushchenko disse que a Ucrânia, atualmente, está preparada para pagar não mais do que US$ 80 por 1 mil metros cúbicos de gás.

Reunião

A Ucrânia afirmou que tem direito de usar 15% dos suprimentos restantes nos gasodutos como pagamento pelo transporte do gás para a Europa Ocidental.

Na Hungria, a companhia de gás MOL afirmou que seus suprimentos procedentes da Rússia tinham caído 25%. O Ministério da Economia aconselhou os grandes consumidores a usarem fontes alternativas se possível.

O maior fornecedor de gás da Alemanha afirmou que o corte no fornecimento pode gerar problemas se a situação não for resolvida rapidamente. Polônia e Áustria já relataram queda em seus suprimentos.

Governos da União Européia estão organizando uma reunião de suas autoridades do setor de fornecimento de gás em Bruxelas, no dia 4 de janeiro, para discutir a crise.

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