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Rússia ameaça cortar envio de gás para a Ucrânia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A empresa de gás russa Gazprom repetiu nesta sexta-feira a ameaça de cortar o suprimento de gás para a Ucrânia devido à recusa do governo ucraniano em aceitar um aumento de preços do produto. Segundo a Gazprom, a medida não afetará o fornecimento de gás para a Europa ocidental. Um terço de todo o gás usado na Ucrânia vem da Rússia, e os dois países negociam no momento a decisão da Gazprom de quadruplicar os preços. O governo ucraniano pediu para que os preços sejam congelados até o dia 10 de janeiro enquanto as negociações prosseguem. Mercado A estatal Gazprom ameaça cortar o fornecimento ao país na manhã de domingo se um acordo não for fechado. O presidente da empresa, Alexei Miller, disse que existe um plano emergencial para garantir que o fornecimento de gás através da Ucrânia para a União Européia não seja prejudicado. A Alemanha pediu para que as duas partes cheguem a um acordo o mais rápido possível. O país recebe cerca de 30% de seu suprimento de gás através da Ucrânia. A Gazprom insiste que a Ucrânia passe a pagar preços de mercado pelo gás. O governo ucraniano rejeitou a oferta de um empréstimo russo para o pagamento do polêmico aumento. A Ucrânia diz não ter condições de pagar o valor extra imediatamente e acusa Moscou de pretender alcançar dividendos políticos com a medida. Relações tensas As relações entre os dois países têm estado tensas desde que Viktor Yushchenko, então na oposição, foi eleito presidente da Ucrânia em 2004, como parte da chamada "Revolução Laranja". Yushenko disse que até 10 de janeiro seria firmado um acordo seria firmado e um contrato, assinado. Até essa data, ele quer que a empresa russa mantenha os preços congelados. Um porta-voz da Gazprom, citado pela agência Ria Novosti, rejeitou a idéia dizendo que "eles querem congelar os preços pelos primeiros dez dias de janeiro, depois eles vão pedir outros dez dias". O correspondente econômico da BBC Andrew Walker diz que a disputa demonstra o crescente papel russo no mercado mundial de energia. O país tem as maiores reservas de gás do mundo. Alguns países europeus já recebem quantidades substanciais de gás da Rússia, e a possibilidade de corte de fornecimento é real, diz Walker. Moscou ofereceu um empréstimo de US$ 3,6 bilhões para o pagamento dos custos extras, soma qualificada pelo presidente russo Vladimir Putin de grande "mesmo para os padrões russos". |
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