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Atualizado às: 13 de dezembro, 2005 - 13h29 GMT (11h29 Brasília)
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Político sunita é morto a tiros no Iraque
barreira militar em Bagdá
A segurança foi reforçada no Iraque por causa das eleições
O líder do Partido Progressista Livre do Iraque, o sunita Mizhar Dulaimi, foi morto a tiros no Iraque nesta terça-feira, dois dias antes das eleições gerais no país.

Dulaimi foi morto quando fazia campanha em Ramadi, no oeste do Iraque. Três de seus guarda-costas foram feridos.

Um conhecido candidato na província de Al-Anbar, ele tinha aparecido na televisão na noite anterior, pedindo aos iraquianos para que tomem parte nas eleições.

Os iraquianos que vivem fora do país já começaram a votar. Eles têm prazo até quinta-feira para depositar seu voto em sessões eleitorais espalhadas por 15 países.

'Conspiração'

Muitos sunitas estão concorrendo na atual eleição, depois que a comunidade boicotou a votação de 30 de janeiro para escolher a assembléia de transição.

Os candidatos sunitas estão entre os mais atingidos pela violência antes das eleições.

A Al-Qaeda do Iraque e diversos outros grupos extremistas alertaram as pessoas para que não votem.

Os representantes da Al-Qaeda descrevem o processo eleitoral como uma "conspiração diabólica".

Feriados

Nesta terça-feira começou um período de cinco dias de feriado, com segurança reforçada no Iraque.

O porta-voz da Comissão Eleitoral Independente, Farid Ayar, disse que o processo eleitoral fora do país é importante.

As estimativas são de que 1,5 milhão de expatriados estejam em condições de votar.

Os iraquianos poderão votar na Austrália, na Áustria, no Canadá, na Dinamarca, na Alemanha, no Irã, na Jordânia, no Líbano, na Holanda, na Suécia, na Síria, na Turquia, nos Emirados Árabes Unidos, no Reino Unido e nos Estados Unidos.

"Estamos fazendo todos os esforços para assegurar que as eleições sejam limpas, porque qualquer problema terá repercussões na votação no Iraque", disse Ayar.

O presidente do Programa Iraquiano de Eleição Fora do País, Hamdiya Al-Husseini, disse acreditar que o comparecimento será maior do que o de janeiro, quando 265.148 expatriados votaram.

"Estamos esperando um grande número de eleitores, porque os partidos que boicotaram as eleições (de janeiro) estão participando", disse Husseini.

O correspondente da BBC em Teerã, Frances Harrison, diz que as pessoas que estão votando no Irã são principalmente curdos ou xiitas, que, muitas vezes, vivem no país há 25 anos, depois de terem escapado de Saddam Hussein.

Muitos deles dizem que querem voltar para o Iraque e que esperam que essas eleições tragam a segurança que precisam para voltar ao país, diz o correspondente.

Na segunda-feira, soldados iraquianos, pacientes em hospitais e prisioneiros depositaram seus votos.

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