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Alemão processa CIA por maus-tratos no Afeganistão | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONG American Civil Liberties Union anunciou nesta terça-feira que está iniciando processo contra a CIA (Agência de Inteligência Americana) em nome de um cidadão da Alemanha que diz ter sido raptado pela agência em 2003 quando estava em férias na Macedônia e levado de avião para o Afeganistão para ser interrogado. Khaled Al-Masri, um cidadão alemão nascido no Líbano, diz que ficou preso no Afeganistão por cinco meses e que foi maltratado neste período. O processo aberto pela ONG é contra o ex-diretor da CIA, George Tenet, e outras autoridades americanas. Esse é o primeira ação legal que está sendo movida contra autoridades americanas por causa da prática de transportar suspeitos para outros países. Masri alega que, além de ter sido agredido fisicamente, alguém injetou nele drogas antes de ele ter sido levado para o Afeganistão. Lá, o alemão diz que foi submetido a interrogatório "coercitivo" em condições desumanas. Masri quer agora receber uma indenização de US$ 75 mil e um pedido de desculpas. Coletiva O caso de Al-Masri foi discutido em Berlim durante encontro da secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, com a chanceler alemã, Angela Merkel. Em uma entrevista coletiva, Merkel disse que os Estados Unidos reconheciam ter errado e Rice, mesmo se recusando comentar o caso diretamente, disse que os Estados Unidos buscam corrigir qualquer erro cometido. As duas também discutiram o suposto uso de aeroportos na Alemanha pela CIA no transporte de suspeitos para outros países. Merkel disse que as regras democráticas devem ser cumpridas, mas que os serviços de inteligência devem ter capacidade de fazer seu trabalho. Segundo o repórter da BBC Ray Furlong, em Berlim, Rice e Merkel buscaram minimizar as discussões sobre supostas práticas da CIA. Merkel disse que Rice dera importantes garantias de que os Estados Unidos usarão "todos os meios legais" para proteger seus cidadãos da ameaça do terrorismo internacional. A nova chanceler alemã assumiu o cargo com a promessa de melhorar as relações com Washington e com ênfase na importância da chamada "guerra contra o terrorismo". |
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