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Rice defende transferência de suspeitos de terror | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, defendeu nesta segunda-feira a política americana para lidar com suspeito de terrorismo e negou que o país torture presos. Rice disse que é legítimo e está de acordo com a lei internacional o processo de transferência de presos suspeitos de envolvimento com terrorismo de um país para outro com a intenção de interrogá-los. Ela afirmou que essa é uma política utilizada há décadas em parceria com outras nações aliadas. “(As transferências) tiram os terroristas de ação e salvam vidas”, disse Rice. E completou: “(Tais transferências) são permitidas sob a lei internacional”. Acusações Embora tenha defendido a transferência de suspeitos, a secretária afirmou que os Estados Unidos não torturam seus presos. “Quando apropriado, os Estados Unidos buscam garantias de que as pessoas transferidas não serão torturadas.” Em seu discurso, a secretária não se referiu diretamente ao caso que foi divulgado pela imprensa americana acusando a CIA, a agência de inteligência americana, de manter prisões secretas em outros países e de torturar presos suspeitos de terrorismo durante suas investigações. Além disso, segundo diferentes investigações da imprensa americana e européia, a CIA teria realizado vôos para transportar os prisioneiros sem a autorização de países na rota dos aviões. Rice afirmou que as informações envolvendo o tema de combate ao terrorismo são muitos delicadas e que o governo americano prefere não revelar detalhes sobre elas – o que incluiria não comentar sobre a existência ou não de prisões secretas mantidas pela CIA. No entanto, a secretária disse que os americanos respeitam a soberania de outras nações e só realizam ações em parceria com seus aliados. “Os Estados Unidos respeitam – e vão continuar a respeitar – a soberania de outros países (…) É uma decisão de (outros) governos e seus cidadãos se eles querem trabalhar conosco para previnir ataques terroristas contra os seus países ou outras nações.” "Situação diferente" Nesse fim de semana, jornal americano Washington Post publicou uma reportagem que afirma que os americanos capturaram por engano um alemão de origem libanesa e o mantiveram preso no Afeganistão acreditando que ele estivesse envolvido com terrorismo. O homem foi preso na fronteira da Macedônia, no Leste Europeu, e o governo alemão só teria sido avisado cinco meses depois, quando a CIA descobriu que havia prendido a pessoa errada. Rice defendeu ainda que hoje o mundo enfrenta uma situação diferente e que é preciso adaptar as formas como se combate o terrorismo. “Temos que nos adaptar. Outros países estão também tendo que enfrentar esse desafio.” A secretária fez seu discurso em uma base aérea americana pouco antes de partir para uma visita a países europeus. |
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