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Atualizado às: 04 de dezembro, 2005 - 18h11 GMT (16h11 Brasília)
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EUA devem pedir que UE não questione 'vôos secretos' da CIA
Condoleezza Rice
Rice inicia nesta segunda-feira uma visita oficial à Europa
A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, deve partir para a ofensiva em relação às preocupações da União Européia sobre as supostas prisões secretas operadas pela CIA (agência de inteligência americana) no Leste Europeu.

Segundo relatos em meios de comunicação americanos e europeus, Rice deve pedir aos aliados europeus para abandonar o questionamento. Rice inicia nesta segunda-feira uma viagem oficial à Europa.

No mês passado, a União Européia enviou uma carta à secretária de Estado expressando suas preocupações sobre as supostas prisões e relatos de que aviões da CIA levando prisioneiros haviam feito paradas em países da UE.

Uma reportagem publicada no dia 2 de novembro pelo jornal The Washington Post afirmou que a CIA havia utilizado campos da era soviética no Leste Europeu para deter e interrogar suspeitos de terrorismo.

Transporte

Um dia após as notícias sobre as supostas prisões aparecerem, a organização internacional Human Rights Watch disse ter evidências indicando que a CIA transportou suspeitos de terrorismo capturados no Afeganistão para a Polônia e a Romênia.

Os dois países negaram abrigar tais prisões.

No sábado, a Alemanha apareceu como o último país suspeito de ter sido usado como ponto de pouso para vôos secretos da CIA.

O governo alemão tem uma lista de ao menos 437 vôos suspeitos de terem sido operados pela CIA sobre o espaço aéreo alemão, de acordo com a revista alemã Der Spiegel.

A revista disse que os aviões fizeram pousos em Berlim, Frankfurt e na base aérea americana de Ramstein.

Apenas dois aviões responderam, respectivamente, por 137 e 146 usos do espaço aéreo ou pousos em 2002 e 2003, segundo a revista.

Contatos

“Está muito claro que eles querem que os governos europeus parem de pressionar sobre esta questão”, disse ao jornal The New York Times um diplomata europeu que vem mantendo contato com funcionários do governo americano sobre o assunto.

“Eles estão presos na defensiva por semanas, mas de repente a linha se endureceu incrivelmente.”

O ministro das Relações Exteriores da Irlanda, Dermot Ahern, relatou ao New York Times que Rice disse a ele em Washington que ela esperava que os aliados acreditassem que o que os Estados Unidos fazem não permite abusos aos direitos humanos.

Os Estados Unidos se recusaram a confirmar ou negar as alegações. De acordo com o Washington Post, Rice não tem a intenção de reconhecer as prisões.

Segundo o diário, Rice insistirá em que a cooperação de inteligência entre os Estados Unidos e a Europa é necessária para prevenir futuros ataques terroristas e pedirá aos governos europeus para fazerem mais para passar isso aos seus cidadãos.

“O ponto principal será: ‘Nós estamos nisto juntos e vocês precisam olhar para vocês mesmos tanto quanto nós’”, disse ao Washington Post um alto funcionário que pediu anonimato. “As pessoas em casas de vidro não deveriam atirar pedras.”

Denúncia

Um grupo americano de defesa das liberdades civis anunciou na sexta-feira que estava denunciando a CIA à Justiça sobre o que disse ser uma violação tanto da lei americana quanto da lei internacional.

O processo altamente secreto é conhecido como “rendição extraordinária”, no qual agências de inteligência transportam suspeitos de terrorismo e os interrogam fora dos Estados Unidos, onde a proteção legal americana não se aplica.

Alguns suspeitos dizem ter sido transportados pela CIA para países como a Síria e o Egito, onde teriam sido torturados.

Na sexta-feira, o porta-voz da Casa Branca Scott McClellan disse que os Estados Unidos não violam os direitos humanos.

“Quando se fala de direitos humanos, não existe um líder maior que os Estados Unidos da América, e nós mostramos isso fazendo as pessoas terem que responder por seus atos quando desrespeitam a lei ou violam os direitos humanos”, disse.

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