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EUA criticam processo eleitoral no Egito | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo americano expressou preocupação em relação às eleições parlamentares no Egito, marcadas para esta quarta-feira. Um porta-voz do Departamento de Estado, Adam Ereli, disse que a prisão, a intimidação e o assédio de membros da oposição são perturbadores. Segundo Ereli, a Casa Branca acredita que essas ações não condizem com o que ele chamou de compromisso do Egito com a reforma democrática. O Departamento de Estado citou especificamente a prisão do principal líder da oposição, Ayman Nur, na segunda-feira, e afirmou que vai acompanhar o julgamento do político de perto. Mas o porta-voz também elogiou o debate entre os eleitores egípcios sobre o processo eleitoral. Segundo um correspondente da BBC em Washington, os Estados Unidos esperavam mais progresso. Irmandade Os egípcios votam na quarta-feira, no último estágio de um processo que já dura um mês e que confirmou o status da clandestina Irmandade Muçulmana como a maior força da oposição no país. Os candidatos independentes apoiados pelo grupo já fizeram ganhos maiores do que as esperados, tendo conquistado cerca de 76, ou 18% das cadeiras do Parlamento. As eleições foram marcadas pela violência e por irregularidades, e a Irmandade afirma que, nos últimos dias, as autoridades prenderam 1,4 mil membros do grupo, muitos deles cabos eleitorais. Segundo o grupo oposicionista, o governo tentou impedir o seu progresso à medida que foi ganhando mais espaço. Na última rodada da votação, a polícia fechou muitos dos postos eleitorais para impedir que os eleitores da Irmandade votassem em seus candidatos. Mas mesmo que o grupo não consiga repetir o sucesso das primeiras rodadas, ele já garantiu presença cinco vezes maior no Parlamento, em relação às últimas eleições. Novo capítulo Para a correspondente da BBC no Cairo Heba Saleh, há sinais de um novo capítulo se iniciando na história política do Egito. No curto prazo, o partido do presidente Hosni Mubarak, o Partido Democrático Nacional, vai controlar o Parlamento, mas o futuro controle agora está em questão. Nos primeiros dois turnos da votação, quase três quartos dos candidatos apoiados pelos islâmicos venceram, enquanto que os partidos legalizados da oposição foram tirados do Parlamento. Segundo analistas, o resultado deixa os egípcios com uma difícil escolha entre a autocracia e o islamismo. As vitórias inesperadas da Irmandade também tornam mais difícil para o governo continuar a negar o reconhecimento legal do grupo. As autoridades agora enfrentam um novo dilema: elas podem relaxar as restrições sobre a Irmandade e vê-la se tornar mais forte, ou podem continuar a reprimi-la, alienando-se de muitos egípcios. |
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