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EUA executam milésimo condenado à morte | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os Estados Unidos fizeram nesta sexta-feira a milésima execução desde que a pena de morte voltou a vigorar, em 1976. Kenneth Boyd – condenado à morte por ter matado a mulher e o sogro na frente de dois de seus filhos em 1988 – foi executado com uma injeção letal no Estado da Carolina do Norte. "Que Deus esteja com todos os aqui presentes" foram as últimas palavras de Boyd, um veterano da Guerra do Vietnã de 57 anos com problemas de alcoolismo. Ele tentou recorrer da sentença, alegando que a pena de morte era "nada mais que vingança", mas seus apelos foram rejeitados pela Suprema Corte e o governador do Estado, Mike Easley, disse não ter encontrado "nenhuma razão contundente para conceder clemência". Na frente dos filhos Após ter matado a mulher e o sogro a tiros, um dos filhos do casal ficou debaixo do corpo da mãe quando ela caiu morta. O outro filho pegou a arma usada para o duplo homicídio. Os dois filhos visitaram o pai na prisão antes da execução na quinta-feira. Boyd passou 11 anos no corredor da morte. Boyd nunca negou que tivesse sido culpado, embora afirmasse que os traumas vividos na Guerra do Vietnã foram um agravante para alterar o seu estado mental no dia do crime. O correspondente da BBC em Washington Justin Webb afirma que o apoio à pena de morte vem caindo entre a opinião pública dos Estados Unidos. Embora as execuções ainda recebam aprovação da maioria dos americanos, o público está cada vez mais reticente sobre esta prática, e os tribunais têm mostrado mais relutância em aplicá-la. |
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