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Atualizado às: 27 de novembro, 2005 - 04h09 GMT (02h09 Brasília)
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Chechenos vão às urnas para eleger novo Parlamento
Guarda em local de votação na Chechênia
Cerca de 24 mil policiais e soldados vão fazer a segurança das eleições
Os chechenos vão às urnas neste domingo para eleger seu primeiro Parlamento desde que tropas russas foram à região para restaurar o controle do governo do país no local.

A Rússia vê as eleições como um grande avanço nos esforços de paz, enquanto rebeldes separatistas dizem que o ato é apenas uma tentativa de se esquivar a encontrar uma solução real para o problema.

Milhares de pessoas já morreram na região desde o início dos conflitos depois que rebeldes chechenos resolveram declarar independência da Rússia em 1991.

Grupos de direitos humanos também disseram que a votação é uma farsa, alegando que a violência torna uma eleição livre e justa impossível de acontecer.

Eles ainda argumentam que há um certo favorecimento ao partido Rússia Unida, que é pró-Vladimir Putin, o líder russo.

Alu Alkhanov, presidente pró-Moscou da Chechênia, afirmou na véspera das eleições que é difícil esperar que a votação seja "ideal para os padrões europeus, porque atos terroristas realmente ocorrem".

Mas ele insistiu que a região está "madura o suficiente e pronta para realizar eleições parlamentares".

Candidatos

Oito partidos políticos da Rússia disputam as eleições, enquanto outros partidos independentes também concorrem pelas 58 cadeiras.

Os únicos observadores a participar das eleições são da Rússia ou da Liga Árabe, segundo autoridades eleitorais da Chechênia.

Steve Rosenberg, correspondente da BBC, disse que, da última vez que os chechenos votaram por um Parlamento, os rebeldes estavam no poder e tinham certa independência.

Desde que os rebeldes foram destituídos, os chechenos votaram em uma nova Constituição, ressaltando o status da região como parte da Rússia, o que muitos viram como um defeito.

Em outra votação controversa, eles elegeram Alkhanov, e agora os eleitores devem escolher parlamentares. Acredita-se que, muitos deles, serão fiéis ao governo russo.

Segundo Rosenberg, Moscou diz que as eleições são um sinal de que a vida na Chechênia está mudando depois de mais de uma década de conflito.

O representante internacional dos rebeldes chechenos na Grã-Bretanha, Akhmed Zakayev, disse que o evento não será uma "pseudo-eleição".

Mas o analista Lord Judd diz que "simplesmente não acredita que haverá estabilidade, paz e futuro viável para os chechenos até que eles passem por um verdadeiro processo político".

66Chechênia
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