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Clã de Zarqawi corta vínculos com militante | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O clã do líder da Al Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, cortou os vínculos com o militante jordaniano por causa dos ataques organizados por ele em três hotéis de Amã. Zarqawi reivindicou a autoria dos atentados, que mataram 60 pessoas – o número subiu neste domingo com a morte de uma garçonete de 19 anos que havia ficado gravemente ferida nas explosões. A rejeição foi anunciada em uma nota assinada por 57 membros do clã Al-Khalayleh, incluindo o irmão e o primo de Zarqawi, e publicada em três grandes jornais jordanianos. "Nós denunciamos nos termos mais claros as ações terroristas reivindicadas pelo chamado Ahmed Fadheel al-Khalayleh, que se apresenta como Abu Musab al-Zarqawi, e afirmamos que nós, filhos da tribo Khalayleh, o repudiamos", diz a mensagem. A nota é endereçada ao rei Abdullah 2º e reafirma a lealdade do clã ao monarca, ameaçado de morte em uma gravação atribuída a Zarqawi divulgada na sexta-feira. O clã de Zarqawi faz parte da tribo Bani Hassan, uma das maiores e mais proeminentes tribos de beduínos da Jordânia. O repúdio significa que Zarqawi não terá mais a proteção da tribo nem da sua família. Manifestações Antes dos ataques suicidas, Zarqawi parecia ter conquistado a simpatia de parte da opinião pública jordaniana, segundo o correspondente da BBC Jim Muir. Mas com a morte de tantos civis jordanianos, o nível de aprovação a Zarqawi caiu de maneira drástica, diz Muir. Houve uma série de demonstrações públicas contra os atentados, a última delas, na sexta-feira, reuniu cerca de 100 mil pessoas em uma passeata. Na gravação divulgada na sexta-feira, a voz atribuída ao militante tenta justificar os ataques, alegando que os alvos eram agentes secretos dos Estados Unidos e Israel. O autor da mensagem afirma ainda que não tinha a intenção de atingir os convidados de uma festa de casamento que estava sendo realizada em um dos hotéis atingidos. "Pedimos a Deus que tenham piedade dos muçulmanos, a quem não tínhamos a intenção de atingir, mesmo se eles estavam nos hotéis, que são centros de imoralidade", afirmou a voz. A gravação também ameaça com mais ataques no país e pede que os jordanianos evitem áreas próximas de grandes hotéis – locais usados por militares, especialmente americanos – e de embaixadas dos países que participaram da invasão do Iraque em 2003. |
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