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Atualizado às: 18 de novembro, 2005 - 23h31 GMT (21h31 Brasília)
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Fita atribuída a Zarqawi diz que intenção não era atingir casamento
Abu Musab al-Zarqawi
Os Estados Unidos prometeram uma recompensa de US$ 25 milhões pela captura de Zarqawi
Uma mensagem em áudio atribuída ao líder da Al Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, afirma que os ataques a bomba na Jordânia não tinham a intenção de atingir um casamento muçulmano.

A voz na gravação defende o ataque a três hotéis de Amã, afirmando que o grupo tinha como alvo agentes secretos dos Estados Unidos e Israel.

As explosões, no dia 9 de novembro, mataram 54 pessoas e geraram revolta entre os jordanianos.

Pelo menos 100 mil pessoas participaram de um protesto em Amã, na sexta-feira, na última manifestação contra os ataques suicidas.

"Zarqawi, seu covarde, o que te trouxe aqui?", gritavam os manifestantes.

A marcha de duas horas terminou com uma concentração no centro de Amã, onde dignatários e membros do clero fizeram discursos, condenando o militante jordaniano e seu grupo.

Antes dos ataques suicidas, Zarqawi parecia ter conquistado a simpatia de parte da opinião pública jordaniana, segundo o correspondente da BBC Jim Muir.

Mas com a morte de tantos civis jordanianos, o nível de aprovação a Zarqawi caiu de maneira drástica, segundo Muir. Com esta gravação, o militante estaria tentando recuperar o terreno perdido entre os jordanianos.

Novas ameaças

Na mensagem de áudio, que foi colocada em uma página de internet freqüentemente usada por insurgentes no Iraque, a voz afirma que seu grupo tinha como alvo autoridades dos serviços secretos americano e israelense.

O autor da mensagem afirma que os convidados de um casamento, que estavam em um dos hotéis atingidos, morreram devido ao colapso do telhado do hotel.

Pelo menos 100 mil participaram de protesto em Amã
Pelo menos 100 mil participaram de protesto em Amã

"Pedimos a Deus que tenham piedade dos muçulmanos, a quem não tínhamos a intenção de atingir, mesmo se eles estavam nos hotéis, que são centros de imoralidade", afirmou a voz.

A gravação também ameaça com mais ataques no país e pede que os jordanianos evitem áreas próximas de grandes hotéis – locais usados por militares, especialmente americanos – e de embaixadas dos países que participaram da invasão do Iraque em 2003.

Também foram feitas ameaças de morte ao rei da Jordânia, Abdullah.

O grupo Al Qaeda no Iraque assumiu a responsabilidade pelas explosões nos hotéis Days Inn, Radisson SAS e Grand Hyatt.

As autoridades jordanianas divulgaram os nomes de três iraquianos, que seriam os suicidas, e também de uma mulher, que não teria conseguido explodir o dispositivo que usava.

A mulher, a iraquiana Sajida Mubarak Atrous al-Rishawi, foi mostrada na televisão no fim de semana passado, fazendo o que parecia ser uma confissão.

Em sua declaração, ela afirmou que seu marido ficou em um dos cantos do salão onde estava ocorrendo a festa de casamento no hotel. Ela teria fugido com os convidados quando não conseguiu detonar suas bombas.

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