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Fita atribuída a Zarqawi diz que intenção não era atingir casamento | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma mensagem em áudio atribuída ao líder da Al Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, afirma que os ataques a bomba na Jordânia não tinham a intenção de atingir um casamento muçulmano. A voz na gravação defende o ataque a três hotéis de Amã, afirmando que o grupo tinha como alvo agentes secretos dos Estados Unidos e Israel. As explosões, no dia 9 de novembro, mataram 54 pessoas e geraram revolta entre os jordanianos. Pelo menos 100 mil pessoas participaram de um protesto em Amã, na sexta-feira, na última manifestação contra os ataques suicidas. "Zarqawi, seu covarde, o que te trouxe aqui?", gritavam os manifestantes. A marcha de duas horas terminou com uma concentração no centro de Amã, onde dignatários e membros do clero fizeram discursos, condenando o militante jordaniano e seu grupo. Antes dos ataques suicidas, Zarqawi parecia ter conquistado a simpatia de parte da opinião pública jordaniana, segundo o correspondente da BBC Jim Muir. Mas com a morte de tantos civis jordanianos, o nível de aprovação a Zarqawi caiu de maneira drástica, segundo Muir. Com esta gravação, o militante estaria tentando recuperar o terreno perdido entre os jordanianos. Novas ameaças Na mensagem de áudio, que foi colocada em uma página de internet freqüentemente usada por insurgentes no Iraque, a voz afirma que seu grupo tinha como alvo autoridades dos serviços secretos americano e israelense. O autor da mensagem afirma que os convidados de um casamento, que estavam em um dos hotéis atingidos, morreram devido ao colapso do telhado do hotel.
"Pedimos a Deus que tenham piedade dos muçulmanos, a quem não tínhamos a intenção de atingir, mesmo se eles estavam nos hotéis, que são centros de imoralidade", afirmou a voz. A gravação também ameaça com mais ataques no país e pede que os jordanianos evitem áreas próximas de grandes hotéis – locais usados por militares, especialmente americanos – e de embaixadas dos países que participaram da invasão do Iraque em 2003. Também foram feitas ameaças de morte ao rei da Jordânia, Abdullah. O grupo Al Qaeda no Iraque assumiu a responsabilidade pelas explosões nos hotéis Days Inn, Radisson SAS e Grand Hyatt. As autoridades jordanianas divulgaram os nomes de três iraquianos, que seriam os suicidas, e também de uma mulher, que não teria conseguido explodir o dispositivo que usava. A mulher, a iraquiana Sajida Mubarak Atrous al-Rishawi, foi mostrada na televisão no fim de semana passado, fazendo o que parecia ser uma confissão. Em sua declaração, ela afirmou que seu marido ficou em um dos cantos do salão onde estava ocorrendo a festa de casamento no hotel. Ela teria fugido com os convidados quando não conseguiu detonar suas bombas. |
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