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Atualizado às: 10 de novembro, 2005 - 12h24 GMT (10h24 Brasília)
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Comunicado atribui ataque na Jordânia à Al-Qaeda
Hotéis atingidos ficam em zona freqüentada por estrangeiros
Uma declaração em uma página na internet afirma que a responsabilidade pelo ataque a três hotéis de Amã, capital da Jordânia, na noite de quarta-feira, é do grupo que se auto-denomina Al-Qaeda no Iraque.

O grupo é liderado pelo militante jordaniano Abu Musab al Zarqawi.

Não há verificação independente da declaração.

O governo jordaniano decretou um dia de luto nacional depois das explosões e o rei Abdullah 2º, que encurtou sua visita ao Cazaquistão, afirmou que a "Justiça vai perseguir os criminosos" responsáveis pelas explosões.

O Ministério da Saúde da Jordânia anunciou que 56 pessoas morreram e mais de cem ficaram feridas nos ataques – chegou-se a divulgar que o número de mortos era de 67, no entanto o dado foi revisto pelas autoridades.

Ainda segundo autoridades do país, os ataques foram realizados por suicidas.

Hotéis

Três grandes hotéis de Amã foram atingidos pelas explosões na noite desta quarta-feira.

A primeira explosão ocorreu no hotel cinco estrelas Radisson, por volta das 21h (16h em Brasília). Essa explosão foi seguida minutos depois por outras duas, no Grand Hyatt e no Days Inn.

Analistas dizem que a Jordânia, como um dos mais importantes aliados dos Estados Unidos, é um alvo em potencial de ataques de radicais islâmicos.

Segundo a agência de notícias Associated Press, os hotéis ficam localizados no distrito de Jebel, muito freqüentado por homens de negócios e diplomatas estrangeiros.

De acordo com a Associated Press, o Radisson em particular é muito popular entre os turistas israelenses e já teria sido alvo de várias tentativas frustradas de atentados da rede Al-Qaeda.

No entanto, as autoridades dizem acreditar que a maioria das vítimas seja jordaniana, embora os detalhes ainda não tenham sido divulgados.

Muitas das mortes teriam ocorrido durante uma recepção de casamento no hotel Radisson, na qual estavam 250 pessoas.

"Nós pensamos que eram fogos de artifício para o casamento, mas eu vi pessoas caindo no chão", disse um dos convidados, Ahmed, que não quis revelar o seu sobrenome.

"Eu vi sangue. Havia gente morta. Foi feio."

Os explosivos foram aparentemente detonados em um bar do lobby do hotel, informa a correspondente da BBC Caroline Hawley, que estava hospedada no Hyatt.

Hawley conta que viu pessoas gravemente feridas, muitas das quais foram levadas em táxis e carros particulares para os hospitais.

Segundo a correspondente, não havia segurança ostensiva nos hotéis antes dos ataques.

Depois da tragédia, a polícia isolou hotéis e embaixadas e o primeiro-ministro Adnan Badra ordenou o fechamento de todas as escolas e repartições públicas.

Reações

Vários líderes mundiais condenaram os ataques e expressaram solidariedade com o governo jordaniano.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ofereceu ajuda para "levar os terroristas à Justiça" e a sua secretária de Estado, Condoleezza Rice, lembrou o papel da Jordânia como "tremendo aliado" de Washington na chamada guerra contra o terrorismo.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, se disse chocado e triste com os ataques.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que está em viagem pelo Oriente Médio, cancelou uma visita à Jordânia, que estava prevista para esta quinta-efira.

Annan enviou seus pêsames às famílias das vítimas e ao povo e ao governo jordanianos.

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