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Atualizado às: 19 de novembro, 2005 - 11h37 GMT (09h37 Brasília)
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Paquistão consegue ajuda financeira maior do que queria
Annan e Musharraf
Annan disse que ficou deprimido depois de visitar áreas devastadas
O primeiro-ministro do Paquistão, Shaukat Aziz, disse que a ajuda financeira levantada para a reconstrução das áreas devastadas pelo terremoto superou as expectativas. Segundo ele, foram prometidos quase US$ 5,5 bilhões.

Entre os maiores doadores estão o Banco Mundial e o Banco Asiático de Desenvolvimento, que prometeram ao país US$ 1 bilhão cada. O Banco Islâmico de Desenvolvimento e os Estados Unidos aumentaram, ambos, a liberação de ajuda financeira para meio bilhão de dólares.

A ajuda foi conseguida na conferência internacional convocada, em Islamabad, pelo presidente paquistanês Pervez Musharraf que queria obter pelo menos US$ 5,2 bilhões.

O dirigente do Paquistão aproveitou a ocasião para pedir à Índia que chegue a um acordo sobre a disputada região da Caxemira. Segundo Musharraf, a catástrofe criou um sentimento raro de unidade entre indianos e paquistaneses, e oferece uma chance única aos dois países para resolverem suas diferenças.

A área da Caxemira sob controle paquistanês foi a parte mais castigada pelo tremor de 8 de outubro que atingiu o sul da Ásia.

O Paquistão diz que o número de mortos passa de 73 mil. Cerca de 3 milhões de pessoas ficaram desabrigadas.

Reconstrução

Delegados de mais de 50 países foram para a reunião em Islamabad.
O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, havia dito que o país precisa de pelo menos US$ 5,2 bilhões para se recuperar da destruição deixada pelo tremor.

Desse valor, US$ 3,5 bilhões seriam gastos para reconstruir a infra-estrutura e o restante seria usado para ajudar os mais afetados a atravessar o rigoroso inverno nas áreas montanhosas da Caxemira paquistanesa.

Uma das necessidades mais urgentes é ajudar as pessoas que perderam as suas casas na tragédia.

Musharraf vinha criticando a falta de ajuda internacional, que ele qualificou de "insignificante" se comparada com à assistência oferecida aos países afetados pelo tsunami, no final de 2005.

Presente à conferência, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, havia cobrado mais ajuda internacional ao Paquistão.

"Tendo em conta a magnitude da devastação, acho que o mundo deve ser mais generoso, deve dar e dar de uma forma generosa", afirmou Annan.

Ele havia descrito a resposta ao apelo feito pela ONU em nome do Paquistão como "fraco" e "tardio", com ofertas de apenas 25% a 30% do que foi pedido.

Musharraf convidou o secretário da ONU para a conferência, em uma tentativa de renovar o interesse internacional e dar um senso de urgência ao desastre, informa a correspondente da BBC em Islamabad, Barbara Plett.

O secretário da ONU visitou, ao lado de Musharraf, áreas da Caxemira administrada pelo Paquistão, a região mais afetada pelo terrremoto, e se disse "impressionado" e "deprimido" com a destruição.

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