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No Paquistão, 200 mil ainda estão isolados, diz ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cerca de 200 mil sobreviventes do terremoto do mês passado ainda estão isolados no Paquistão, sem comida ou alojamento adequado para o frio que assola a região, afirmou o coordenador da ONU para ajuda humanitária, Jan Egeland. Segundo Egeland, o acúmulo de neve está prejudicando cada vez mais o acesso às pessoas. "Agora podemos chegar a algumas pessoas a pé ou com mulas. Mas daqui a pouco só poderá ser por helicóptero e esses helicópteros são muito caros. Não podemos usar caminhões nas montanhas", afirmou. "Se conseguirmos recursos suficientes vamos poder chegar até eles. Se não (conseguirmos), eles ficarão na neve e daí será muito difícil ajudá-los. Portanto, ajudem-nos agora." Mudança Para o diplomata, o mundo precisa repensar a forma como responde a desastres como terremotos. Egeland disse que além dos doadores tradicionais, as doações devem partir dos 30 ou 40 países mais ricos, de corporações e de indivíduos ricos. Segundo ele, a ocorrência de outros desastres naturais, como o furacão Stan, na Guatemala, e a crise da fome na África, na mesma época haviam deixado as agências de ajuda com poucos recursos disponíveis para ajudar o Paquistão. O apelo de Egeland se segue ao do presidente paquistanês, Pervez Musharraf, no mesmo sentido. Musharraf pediu a outros países que enviem mais dinheiro para ajudar as vítimas do terremoto, que atingiu a Caxemira, região disputada por Paquistão e Índia, especialmente na parte paquistanesa. O presidente do Paquistão disse à BBC que a escassa resposta aos pedidos de ajuda mostra que a comunidade internacional age com dois pesos, duas medidas. Ele mencionou, por exemplo, que muitos países fizeram doações generosas depois do desastre do tsunami na Ásia e também logo depois do furacão Katrina, nos Estados Unidos. Musharraf sugeriu que os doadores teriam se comportado de forma diferente se a tragédia tivesse ocorrido no Ocidente. As autoridades paquistanesas anunciaram nesta semana que 73.276 pessoas morreram no norte do país e na parte da Caxemira administrada pelo Paquistão por causa do terremoto, ocorrido no último dia 8 de outubro. O comissário paquistanês de ajuda emergencial, Faruk Ahmed Khan, disse que outras 69 mil pessoas ficaram feridas e que os números podem continuar aumentando. Segundo Khan, as equipes de ajuda e resgate ainda não conseguiram chegar a 41 vilas, desde que as estradas foram destruídas pelo tremor. Mais de três milhões perderam as suas casas no desastre, mas apenas 36 mil conseguiram refúgio nos acampamentos de emergência montados pelo governo. Na parte indiana da caxemira, cerca de 1,4 mil pessoas morreram, de acordo com as estatísticas oficiais. |
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