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Atualizado às: 19 de novembro, 2005 - 20h21 GMT (18h21 Brasília)
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Carro-bomba mata pelo menos 35 em funeral no Iraque
Carro-bomba
Dia começou com ataque a mercado de Bagdá
Mais 35 pessoas morreram no Iraque quando um militante suicida explodiu um carro-bomba dentro de uma tenda cheia de muçulmanos xiitas que participavam de um funeral.

A polícia iraquiana disse à agência France Presse que o militante que dirigia o carro-bomba detonou os explosivos em uma tenda usada por uma família xiita para receber condolências pela morte de um parente.

O ataque – perto de Baquba, ao norte de Bagdá – aconteceu poucas horas depois de a explosão de um carro-bomba matar pelo menos 13 pessoas em um mercado de uma área xiita da capital iraquiana.

Ainda neste sábado, o Exército americano anunciou que cinco soldados foram mortos na explosão de bombas colocadas em uma estrada perto de Baiji, a 250 km ao norte de Bagdá.

Com os 80 mortos na série de ataques de sexta-feira, já chega a pelo menos 128 o número de civis que perderam suas vidas em ações de insurgentes no Iraque nos útimos dias. Outras 200 pessoas ficaram feridas nos incidentes.

Cerca de uma hora e meia depois do ataque no funeral, uma outra explosão numa patrulha policial feriu três policiais e dois civis.

O correspondente da BBC em Bagdá Jim Muir informa que os insurgentes parecem estar intensificando as suas atividades por causa das eleições previstas para o mês que vem.

Conferência

Paralelamente à escalada da violência no Iraque, representantes de partidos políticos e facções do país participam de um evento da Liga Árabe no Cairo, com o objetivo de conciliar as diferenças entre os diversos grupos iraquianos.

O objetivo do encontro é acertar os temas a ser discuticos em uma conferência sobre a reconciliação do Iraque, no ano que vem.

Mas representantes xiitas e curdos chegaram a deixar a reunião quando um delegado cristão acusou políticos iraquianos de serem fantoches dos Estados Unidos. As discussões só foram retomadas quando o delegado se desculpou.

O secretário-geral da Liga Árabe, Amr Moussa, disse aos ministros do Exterior presentes ao evento que é do interesse de toda a região evitar que o Iraque entre em guerra civil.

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