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Acusado de envolvimento em escândalo no Iraque volta à ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O único funcionário da Organização das Nações Unidas (ONU) a ser demitido por envolvimento com irregularidades no programa Petróleo por Comida no Iraque foi readmitido na organização. Autoridades da ONU afirmam que Joseph Stephanides deveria ter sido apenas censurado por ter violado regulamentos de aquisição da organização, mas não deveria ter sido demitido. O advogado de Stephanides disse que pretende entrar com recurso para tentar assegurar um pedido formal de desculpas. Stephanides deveria ter se aposentado em setembro mas foi demitido no dia 31 de maio depois que ex-presidente do Banco Central Americano, Paul Volker, que estava chefiando o inquérito da ONU, o acusou de ajudar uma empresa britânica (Lloyd's Register Inspection) a obter um contrato no programa, hoje extinto. Uma investigação independente no programa Petróleo por Comida concluiu em outubro que falhas no gerenciamento da ONU levaram o programa a ser foco de corrupção. Segundo os investigadores, Stephanides divulgou informações para a empresa britânica, mas não obteve beneficios pessoais com isso. Operação humanitária O programa Petróleo por Comida, que foi a maior operação humanitária da história da ONU, permitiu que o Iraque vendesse petróleo durante o regime de Saddam Hussein para comprar alimentos e remédios e, assim, mitigar o impacto das sanções internacionais contra o país, na década de 90. "Não há alegação alguma de ato criminoso. Esta é uma ação disciplinar por violação de regulamentos", disse o porta-voz do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, Stephane Dujarric. Um painel disciplinar da ONU, que examinou novamente o caso da demissão de Stephanides, recomendou que ele fosse readmitido e recebesse um pedido de desculpas por escrito, além de dois anos de salário por danos. Baseado neste parecer, Annan decidiu readmitir Stephanides mas rejeitou as questões relativas ao pedido de desculpas e o pagamento de dois anos de salários. Uma carta escrita em nome de Annan e endereçada a Stephanides esclarece as condições da readmissão. "A punição imposta a você foi reconsiderada levando-se em conta todas as circunstâncias do caso e o princípio de proporcionalidade. Foi decidida a revisão da demissão sumária e o pagamento de seu salário da data de sua demissão até a data de sua aposentadoria (que deveria ocorrer no final de setembro)." Mas, segundo a carta, a ONU ainda considera que Stephanides violou regulamentos e uma nota de censura por escrito será adicionada ao arquivo pessoal do funcionário. Stephanides teria dito à agência de notícias Reuters que pretende entrar com recurso junto ao Tribunal Adminstrativo da ONU. "Um pedido de desculpas não é o mais importante. O mais importante é que a administração reconheça que cometeu uma grande injustiça", disse Stephanides à Reuters. |
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