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CS da ONU pede solução pacífica na Libéria | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Segurança da ONU exortou os liberianos a resolverem a disputa em torno das eleições presidenciais realizadas nesta semana no país de forma pacífica e legal. Com 97% dos votos apurados, a ex-economista do Banco Mundial Ellen Johnson-Sirleaf aparece com ampla vantagem (59%) em relação ao seu adversário no segundo turno, o astro de futebol George Weah (41%). Mas o resultado é contestado por Weah e seus partidários, que entraram em confronto nesta sexta-feira com as forças de paz da ONU durante uma manifestação contra supostas fraudes nas eleições. Nesta sexta-feira, Weah defendeu a realização de um novo pleito, mas pediu aos seus simpatizantes – muitos dos quais são ex-combatentes da guerra civil de 14 anos – para permanecerem calmos até que as alegações de fraude sejam esclarecidas. Ainda assim, pelo menos uma pessoa ficou ferida quando as forças da ONU usaram gás lacrimogêneo para dispersar a manifestação, uma passeata que passou diante da sede da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e da Embaixada dos Estados Unidos. As forças de paz da ONU dizem que só usaram o gás depois que alguns manifestantes tentaram romper o cordão de isolamento que protegia a embaixada. Primeira mulher Observadores internacionais que acompanharam a votação dizem que o processo foi, de forma geral, transparente e que se houve irregularidades, elas não chegam a ameaçar o resultado final. Johnson-Sirleaf desqualificou as acusações de fraude e disse esperar que Weah faça parte do seu governo depois de "superar a sua decepção". Se o resultado for confirmado, a candidata conhecida como a "Dama de Ferro" será a primeira mulher a ser eleita presidente em um país na África. A eleição foi realizada após um acordo que terminou com a guerra civil há dois anos. A força de paz das Nações Unidas na Libéria, com 15 mil homens, reforçou seu efetivo nas ruas para tentar evitar mais distúrbios. Ainda nesta sexta-feira, o Conselho de Segurança da ONU adotou uma outra resolução sobre a Libéria, determinando que as forças de paz da ONU detenham o ex-presidente Charles Taylor se ele regressar ao país. Um tribunal da ONU baseado em Serra Leoa quer julgar Taylor, que está exilado na Nigéria, por crimes contra a humanidade supostamente cometidos durante a guerra civil em Serra Leoa (1991-2001). |
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