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Al-Qaeda 'identifica' autores de ataques em Amã | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grupo Al-Qaeda no Iraque divulgou nesta sexta-feira o nome de quatro supostos suicidas, incluindo um casal, que estariam envolvidos nos ataques à bomba feitos na quarta-feira em Amã, na Jordânia. "Eles queriam morrer e escolheram o menor caminho para receber a bênção de Deus", diz o comunicado. Segundo relatos, um casal teria sido responsável pelo ataque no hotel Days Inn, mas autoridades jordanianas não confirmaram que uma mulher estava envolvida nos atentados. A mensagem, cuja autenticidade não pôde ser verificada, foi colocada na internet e identificava os suicidas como Abu Khabib, Abu Muaz, Abu Omaira e Om Omaira. Também nesta sexta-feira, dezenas de pessoas foram presas devido aos ataques em que 57 pessoas foram mortas - na maioria, jordanianos. A Al-Qaeda no Iraque já havia publicado outra declaração na tentativa de justificar o incidente. A mensagem diz que os hotéis na Jordânia eram usados como centros "para lançar uma guerra contra o islamismo". Protestos As declarações foram feitas após centenas de pessoas terem ido às ruas da capital, Amã, para protestar contra os ataques. Muitos gritavam frases contra a Al-Qaeda, e outros fizeram vigílias nos três hotéis onde ocorreram as explosões. Um correspondente da BBC em Amã John Leyne diz que a Al-Qaeda se sentiu acuada por essa resposta da população jordaniana. Segundo Leyne, muitos jordanianos tinham uma certa simpatia pelos insurgentes no Iraque e pelo militante Abu Musab Al-Zaqwi. Mas eles não conseguem entender o motivo pelo qual um casamento foi atacado e o fato de que muitas das vítimas eram de origem palestina. "Nenhuma ideologia pode justificar a morte de pessoas inocentes", disse o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em visita à Jordânia nesta sexta-feira. Segundo comunicado da Al-Qaeda no Iraque, os hotéis foram alvos porque eles eram os favoritos para hospedar "funcionários dos serviços de inteligência americano e israelense e outros governos da Europa ocidental". A maioria dos mortos é de jordanianos, mas outros árabes, dois chineses, um americano e um indonésio também estão entre as vítimas. O produtor de Hollywood Moustafa Akkad, que nasceu na Síria e produziu filmes como Halloween - A Noite do Terror, morreu nesta sexta-feira depois de ter ficado ferido nos ataques. Rima, filha de 33 anos do produtor, morreu nas explosões. Testes de DNA estão sendo realizados para identificar pelo menos 14 corpos. Precaução Na quinta-feira, o rei da Jordânia, Abudllah 2º, disse que sua nação "não está com medo" e não será forçada a mudar suas políticas após os atentados. "Esses atos não nos farão abandonar nosso papel em combater o terrorismo em todas as suas formas", disse Abdullah 2º em um discurso transmitido pela TV. O rei prometeu ainda que a Jordânia encontrará os responsáveis pelos atentados em qualquer lugar que eles estejam do mundo. Ele também pediu uma estratégia global para o combate ao terrorismo. |
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