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'Estrangeiros estão envolvidos em atentados', diz Índia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo da Índia afirma ter provas do envolvimento de militantes estrangeiros nos atentados que deixaram pelo menos 62 mortos no sábado, em Nova Déli. O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, disse ao presidente paquistanês, Pervez Musharraf, que ele espera que o Paquistão mantenha o compromisso de pôr fim ao terrorismo na fronteira entre os dois países. Segundo o correspondente da BBC na Índia Sanjoy Majumder, o governo indiano acredita que grupos com base no Paquistão, ou ligados a eles, estão envolvidos. Apesar disso, as autoridades indianas não deram mais detalhes sobre o resultado das investigações. Investigações A polícia está investigando as alegações de um grupo pouco conhecido da Caxemira, Islami Inqilabi Mahaz, que assumiu a autoria dos atentados. O comandante da polícia de Nova Déli, Karnail Singh, disse que o tipo de explosivo e os marcadores de tempo usados nas três bombas indicam que os ataques foram resultado do trabalho de um único grupo. As três explosões ocorreram com minutos de diferença entre elas no fim da tarde de sábado. Duas das explosões ocorreram em mercados lotados. Uma terceira aconteceu num ônibus, mas não matou ninguém. Os atentados ocorreram quando muitos indianos estavam nas ruas fazendo suas últimas compras para o festival das luzes, o Diwali, uma das principais festas na Índia e que pode ser comparada com o Natal cristão. Grupo desconhecido Segundo o comandante da polícia, o grupo que reivindicou o ataque seria uma divisão interna do Lashkar-e-Toiba, um movimento radical separatista da Caxemira. Singh disse que a reivindicação estava sendo analisada, mas poderia ser uma tentativa de confundir as investigações policiais. A polícia também está examinando registros de ligações feitas por telefones celulares na hora dos ataques. Também foram realizadas buscas em pousadas e hotéis em toda a cidade e a polícia entregou esboços de um retrato-falado de um suspeito de ter colocado uma das bombas. As autoridades também procuram por um homem que saiu de um ônibus deixando uma bolsa no veículo pouco antes de outra das explosões. O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, visitou vítimas dos atentados no hospital e convocou reuniões de emergência com seu gabinete e com seus assessores para segurança. "Esses são atos covardes de terrorismo. Estamos decididos em nosso compromisso de combater o terrorismo de todas as formas", disse o premiê num curto pronunciamento pela TV. |
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