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Polícia indiana busca responsáveis por ataques | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia indiana afirma ter feito progressos nas investigações das explosões deste sábado na capital Nova Déli, que mataram 59 pessoas e feriram outras 210. As autoridades também disseram que é provável que o mesmo grupo tenha sido responsável pelos três ataques realizados neste fim-de-semana. Um grupo antes desconhecido, intitulado Inqilabi, reivindicou a autoria dos ataques. A polícia tenta verificar a veracidade da informação. Suspeita-se que o Inqilabi tenha ligações com o Lashkar-i-Toiba, um grupo muçulmano radical que luta pela auto-determinação da Caxemira. "Por causa do espaço de tempo (entre os ataques, que foi pequeno), parece que o mesmo grupo está por trás de todas as três ocorrências", afirmou o comissário da polícia Karnail Singh, numa entrevista coletiva. Várias pessoas foram interrogadas, mas ninguém foi preso, segundo Singh. A polícia local realizou buscas em pousadas e hotéis em toda a cidade e entregou esboços de um retrato-falado de um suspeito de ter colocado uma das bombas, que explodiu em um mercado lotado. As autoridades também procuram por um homem que saiu de um ônibus deixando uma bolsa no veículo pouco antes de outra das explosões. Domingo em casa O governo indiano pediu neste domingo às pessoas que evitem espaços públicos na capital do país. A ministra-chefe do Estado de Déli, Sheila Dixit, disse que os cidadãos devem evitar tais áreas porque ainda existe um risco de novas explosões. Os pedidos foram atendidos: no fim-de-semana que antecede duas grandes festas religiosas no país, época em que o movimento nas ruas costuma ser intenso, poucas pessoas saíram de casa. Nova Déli foi colocada em estado de alerta depois das explosões. Policiais armados foram posicionados em frente a prédios estratégicos e às principais áreas públicas da cidade. O Paquistão, que disputa com a Índia a soberania sobre a Caxemira e já foi acusado pelo vizinho de apoiar os grupos extremistas como o Lashkar-i-Toiba, classificou os atentados de "atos criminosos bárbaros". A Grã-Bretanha disse que os ataques mostram uma indiferença insensível e cínica com a vida, enquanto os EUA, a China e Bangladesh enfatizaram a necessidade de uma luta internacional coordenada contra o extremismo. A França disse que nada justifica tais atos de horror. O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, disse que os ataques foram um choque. Mercados atingidos
A primeira ocorreu em Paharganj, no centro da cidade. A segunda ocorreu em Sarojini Nagar, ao sul do centro da capital indiana. Todos os principais mercados da cidade receberam ordens para fechar. A terceira bomba também explodiu numa região comercial, na área de Govindpuri, no sul da cidade. As vítimas das explosões eram, em sua maioria, cidadãos comuns que faziam compras para os preparativos do festival das luzes, o Diwali, uma das principais festas na Índia, que pode ser comparada com o Natal cristão. As férias de todo o pessoal da área médica foram canceladas, enquanto hospitais tentam atender os feridos. Mais de cem estão sendo tratados, alguns em estado grave. Grupos militantes O correspondente da BBC para assuntos de segurança, Rob Watson, disse que a Índia provavelmente abriga e é alvo de um grande número de grupos militantes ao redor do mundo. Muitos desses grupos têm campanhas de violência bem localizadas. Mas extremistas islâmicos têm realizado os ataques mais sérios, segundo Watson. Acredita-se que eles possam estar tentando prejudicar as relações entre a Índia e o Paquistão, que vêm melhorando. Horas depois dos ataques, os dois países concordaram em abrir a linha de controle que divide a Caxemira para que ajuda chegue aos atingidos pelo terremoto do dia 8 de outubro. |
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