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Bolívia adia eleições gerais | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Tribunal Eleitoral Nacional da Bolívia anunciou nesta sexta-feira o adiamento das eleições gerais previstas para o próximo dia 4 de dezembro. A decisão foi tomada em meio a uma disputa entre províncias do país sobre a realocação de cadeiras no Parlamento. As divergências começaram em setembro, quando o Tribunal Constitucional determinou que o Congresso deveria redistribuir as cadeiras antes das próximas eleições para refletir os resultados do último recenseamento, de 2001. Províncias que se beneficiariam com a nova divisão, como Santa Cruz e Cochabamba, pressionavam para que a decisão do tribunal fosse cumprida, mas as que perderiam espaço no Parlamento defendiam que o país esperasse até as eleições de 2011 para fazer a redistribuição. Novo começo O analista da BBC para a América Latina, Simon Watts, diz que as eleições deveriam ser um novo começo para a Bolívia depois da crise que levou à renúncia do presidente Carlos Mesa. As eleições haviam sido convocadas como uma forma de aplacar os protestos de rua que causaram a queda de Mesa. O Congresso tinha até esta sexta-feira para decidir como realocar as cadeiras, mas perdeu o prazo em meio a boicotes de parlamentares e ameaças de greve em algumas províncias. As autoridades eleitorais anunciaram que a eleição poderia ser realizada mais para frente em dezembro. Mas, segundo elas, para isso o presidente boliviano, Eduardo Rodríguez, teria de conseguir fazer com que os políticos dos dois lados da disputa se entendessem. No entanto, uma proposta de redistribuição do próprio Rodriguez não teve sucesso. Além disso, informa o analista da BBC, líderes políticos da Bolívia não parecem ter levado a sério a sua ameaça de deixar o governo em janeiro (data prevista para o fim do seu mandato interino), com ou sem eleições. Se os políticos não chegarem a um acordo e Rodríguez mantiver a sua palavra, pode haver um vácuo de poder no país, que enfrentou a renúncia de dois presidentes nos últimos dois anos. O principal líder de esquerda no país, Evo Morales, acusou a elite política do país de usar a disputa para impedir que ele chegue à Presidência. |
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