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Saddam é julgado por morte de 143 xiitas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-líder do Iraque Saddam Hussein começará a ser julgado nesta quarta-feira por acusações de haver ordenado o assassinato de 143 xiitas na cidade de Dujail, ao norte da capital iraquiana, Bagdá, depois de um suposto atentado contra ele em 1982. Também deverão responder pela acusação sete membros de seu governo. Um dos advogados do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, Khalil al-Dulaimi, disse que vai pedir um adiamento de pelo menos três meses para preparar melhor a defesa. Al-Dulaimi vai ainda questionar competência do tribunal que está julgando o ex-líder iraquiano, alegando que ele foi formado quando o país estava sob a ocupação americana. Saddam Hussein está totalmente convencido de sua inocência, dizem seus advogados. O julgamento vai acontecer numa sala de tribunal especialmente construida para isso na chamada zona verde de Bagdá, uma região com forte esquema de segurança, e será transmitido pela televisão. Se forem condenados, Saddam e os outros acusados podem enfrentar a pena de morte por enforcamento. Mas poderão também apelar da sentença. Se o advogado conseguir o adiamento, o julgamento será suspenso depois da apresentação dos procedimentos. "Ataques" Seguidores de Saddam Hussein apelaram pela realização de ataques para marcar o início do julgamento. Uma declaração na internet atribuída ao partido Baath pediu aos seus partidários que "saúdem o líder... com balas e morteiros de morte ao invasor". Esta é a primeira de muitas acusações que deverão ser apresentadas contra o ex-líder iraquiano. Fontes do tribunal disseram que o caso de Dujail foi escolhido para iniciar os trabalhos porque é o mais fácil e rápido para se reunir provas. Grupos de defesa dos direitos humanos manifestaram preocupação com o julgamento. Relatório da Human Rights Watch afirma que o Tribunal Especial Iraquiano "corre o risco de violar os padrões internacionais para julgamentos justos". A Anistia Internacional disse que está enviando três representantes a Bagdá para garantir que Saddam Hussein tenha um bom julgamento, e manifestar oposição à pena de morte se ele for considerado culpado. Mas os Estados Unidos disseram que esperam que o julgamento - o primeiro de um líder árabe de crimes contra o seu próprio povo - atenda a "padrões internacionais básicos". |
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