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China inaugura primeira ferrovia que vai ao Tibet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A China anunciou que está oficialmente pronta a primeira ferrovia a ligar o país ao Tibet. A linha atravessa montanhas a uma altitude de até 5 mil metros, o que a torna uma das mais elevadas do mundo. O governo chinês espera que a ferrovia seja usada para transporte de passageiros a partir do ano que vem, usando trens com sistema de pressurização interna semelhante ao de aviões comerciais para proteger as pessoas dos efeitos da altitude. A China planejava a implantação da linha desde a década de 50, mas a construção foi atrasada pelo alto custo e por obstáculos técnicos. O projeto é polêmico. Ambientalistas disseram que a ferrovia vai prejudicar o frágil ecossistema do Tibet e levar a uma exploração dos recursos naturais da região. Controle chinês A China tomou controle do Tibet em 1950, em uma manobra classificada de "liberação pacífica" pelo governo chinês e de "invasão" pelo governo tibetano. Em 1959, após uma rebelião fracassada, o líder espiritual tibetano, o Dalai Lama, fugiu para a Índia, onde formou um governo no exílio na cidade de Dharmsala, a 425 quilômetros de Nova Délhi. Nos anos 80, houve algumas tentativas de reaproximação entre o governo exilado e Pequim, mas as relações foram prejudicadas quando a China impôs a lei marcial no Tibet em 1989. O diálogo entre os dois lados foi suspenso em 1993. Em 2003, em um acordo histórico, a Índia reconheceu o Tibet como parte da China, que, de seu lado, concordou em estabelecer uma rota de comércio com o país vizinho através de Siquim, uma região de fronteira que o governo chinês passou a aceitar como parte da Índia. |
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