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Centenas atacam prisão de autores de atentado em Bali | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No dia que marca o terceiro aniversário de ataques que mataram mais de 200 pessoas na ilha de Bali, na Indonésia, uma multidão furiosa tentou invadir uma prisão onde estavam detidos três militantes condenados pelos atentados. Centenas de manifestantes abordaram a prisão de Kerobokan, em Denpasar, para cobrar a execução imediata dos militantes, chamados Amrozi, Iman Samudra e Mukhlas, que na terça-feira foram transferidos para outra prisão por motivos de segurança. Os três foram sentenciados à pena de morte devido a seu envolvimento nos ataques de 12 de outubro de 2002. Correspondentes dizem que os moradores de Bali ficaram ainda mais furiosos com os militantes depois que uma nova série de atentados a bomba neste mês matou 19 pessoas na ilha, afetando o setor turístico, que é crucial para a sua economia. Desde os ataques, Bali tem visto protestos regulares contra os militantes. Sorridente Há informações de que a multidão removeu a porta de entrada da prisão, mas sua passagem foi bloqueada pela polícia. Os manifestantes, cujo número foi estimado em cerca de 500, estavam usando sarongues e faixas de cabeça tradicionais da ilha. Eles se dirigiram em direção à prisão gritando: “Matem Amrozi! Matem Amrozi!” e “Nós estamos esperando há três anos”. Amrozi foi o primeiro militante preso em conexão com os ataques e é conhecido como o “atirador de bombas sorridente” por sua aparente indiferença com as vítimas. Ele, Imam Samudra e Mukhlas ainda não foram executados porque não foi tomada uma decisão sobre recursos que impetraram contra as sentenças. Os três e dois outros prisioneiros foram transferidos para a ilha de Nusakambangan, a leste de Java. Agora, segundo fontes oficiais citadas pelo jornal Jakarta Post, 19 dos 30 homens condenados pelos ataques de 2002 ainda permanecem em Bali. Cerimônias A quarta-feira começou com uma cerimônia para lembrar as vítimas dos ataques de 2002. Parentes dos mortos e sobreviventes se reuniram nos locais dos atentados para marcar a data com uma cerimônia simples. Em frente a um monumento de mármore em homenagem dos mortos, eles ficaram 202 segundos em silêncio – um por cada pessoa morta nos ataques. O ministro do Exterior da Austrália, Alexander Downer, compareceu à cerimônia – 88 das vítimas eram australianas. Cerimônias também foram realizadas nas cidades australianas de Sydney e Melbourne. |
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