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Política deverá ser nova chanceler na Alemanha | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Angela Merkel deve ser a primeira mulher a ocupar o cargo de chanceler da Alemanha, após o fechamento de um acordo entre a aliança que lhe apóia, CDU-CSU, com o Partido Social Democrata (SPD), do atual mandatário do país, Gerhard Schröder. O SPD concordou com a ascensão de Merkel para o lugar de Schröder em troca de oito ministérios em um governo de coalizão, incluindo as pastas das Finanças e do Exterior, segundo sociais-democratas envolvidos nas negociações. O CDU-CSU, além do posto de chanceler, ficaria com seis ministérios no novo governo. A Alemanha vivia a expectativa da definição de seu novo chefe de governo desde que as eleições gerais de três semanas atrás terminaram com a aliança CDU-CSU na frente, mas sem cadeiras suficientes no Parlamento para formar o governo com seu aliado natural, o Partido Liberal Democrata. Negociações Nas eleições de 18 de setembro, a aliança CDU-CSU elegeu 226 parlamentares, contra 222 do SPD, 61 dos liberais-democratas, 54 do novo Partido da Esquerda e 51 do Partido Verde. Com este resultado, para formar o governo, um dos dois maiores partidos precisaria se aliar com duas das agremiações menores. A alternativa seria a formação de uma “grande coalizão” entre a CDU-CSU e o SPD, experiência já tentada em outra etapa da Alemanha pós-Segunda Guerra Mundial, nos anos 1960. O acordo fechado nesta segunda-feira sugere que esta foi a alternativa escolhida, após três rodadas de “negociações exploratórias” entre os dois agrupamentos. Mas o acordo vai marcar apenas o início de uma trabalhosa e detalhada negociação a respeito da linha política a ser adotada pelo novo governo, segundo o repórter da BBC na Alemanha Ray Furlong. |
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