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Crise de poder na Alemanha continua sem solução | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A líder do Partido Cristão Democrata (CDU, na sigla em alemão) na Alemanha, Angela Merkel, afirmou nesta quinta-feira que a disputa com o atual chanceler Gerhard Schröder pela liderança do governo alemão deve durar até este domingo. Os dois se reúnem nesta quinta-feira e a expectativa era de que o encontro terminasse com um acordo para a formação de uma grande coalizão entre o CDU e o Partido Social-Democrata (SPD, na sigla em alemão) de Schröder. Porém, as declarações de Merkel antes da reunião indicavam que o fim das discussões podia ficar para outro dia: "Eu informei ao partido que vão ser tomadas outras decisões durante as conversas e disse que, provavelmente, elas não sairão antes da noite de domingo." A disputa entre os dois líderes já dura duas semanas e meia, já que as eleições no país, realizadas no dia 18 de setembro, não produziram um claro vencedor porque nenhum partido conseguiu maioria no Parlamento. Desde então, os dois líderes reivindicam para si o direito de ocupar o cargo de chanceler da Alemanha. 'Base' para coalizão Merkel e Schröder se encontraram nesta quarta-feira e as declarações concedidas após a reunião de duas horas e meia de duração indicavam que um desfecho para a crise estava próximo. Os dois partidos afirmaram que tinham a base para uma "grande coalizão" e Schröder afirmou que vai desistir da chancelaria caso seu partido assim o queira. Merkel continua reivindicando o direito de ocupar o cargo, já que seu partido obteve mais assentos no Parlamento. O CDU e seu aliado político, a União Social Cristã (CSU), conseguiram 226 assentos no Parlamento, enquanto que o SPD obteve 222. Segundo a líder conservadora, os dois partidos aliados se encontram novamente nesta segunda-feira. |
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