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ONU pede diálogo sobre futuro de Kosovo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, pediu nesta sexta-feira o início das conversações sobre o futuro status de Kosovo, a província sérvia habitada por uma maioria étnica de albaneses e deseja a independência. O território está sob administração da ONU desde 1999, quando a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) interveio com bombardeios para forçar soldados e policiais sérvios a uma retirada. A recomendação de Annan se segue a um relatório da ONU sobre progressos obtidos em Kosovo tais como a criação de instituições democráticas e a proteção das minorias. Annan disse que é hora de Kosovo avançar para a próxima etapa do processo político. A tarefa de mediar as conversações deverá ser passada para o ex-presidente da Finlândia, Martti Ahtisaari. Há muitos anos Kosovo tem sido motivo de tensão entre sérvios e albaneses étnicos. Milosevic A escalada das tensões coincidiu com a chegada de Slobodan Milosevic ao poder, nos anos 80. Milosevic passou a exaltar sentimentos de nacionalismo sérvio, rompendo com a relativa calma que havia predominado no governo do líder iugoslavo Tito. Milosevic foi aumentando gradativamente o controle sérvio sobre a província, reprimindo a maioria étnica albanesa. Em 1998, um grupo guerrilheiro, Exército de Libertação de Kosovo, pegou em armas. Com o aumento da violência, as forças de segurança sérvias entraram em confronto com civis albaneses. Foi nesse momento que a Otan interveio e bombardeou posições e cidades sérvias. As forças sérvias acabaram se retirando e Kosovo passou a ser administrada pela ONU. Apenas cerca de 80 mil sérvios continuam em Kosovo, onde vivem também 1,5 milhão de albaneses étnicos. |
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