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ONU lamenta 'boicote' de sérvios à eleições da assembléia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O administrador da Organização das Nações Unidas (ONU) em Kosovo lamentou a interferência externa depois que os sérvios boicotaram as eleições para a assembléia legislativa. Menos de 1% dos eleitores sérvios teriam votado na segunda eleição desde que a ONU assumiu a administração de Kosovo, em 1999. Os sérvios representam menos de 10% da população. Soren Jessen-Petersen, administrador da ONU em Kosovo disse que "alguns tiveram seu direito democrático ao voto seqüestrado" por meio de intimidação. Mais de 90% da população é de origem albanesa e quer que o Kosovo se transforme em um estado independente. O futuro de Kosovo que, tecnicamente, continua parte da Sérvia e Montenegro, foi um dos principais temas do pleito que vai eleleger 120 deputados que vão integrar a assembléia multiétnica da província. O comparecimento total na votação ficou em 53% dos eleitores, baixo quando comparado aos 64% que compareceram na votação de 2001. O primeiro-ministro sérvio, Vojislav Kostunica, e líderes religiosos pediram que os sérvios boicotassem a eleição por motivos de segurança. Dezenas de milhares de sérvios de Kosovo, que fugiram da província desde a guerra entre 1998 e 1999, tinham permissão para votar, assim como aqueles que ainda estão em Kosovo. Alguns afirmam que foram intimidados pelos próprios sérvios. "Obviamente alguns decidiram não votar e este é um direito democrático. Mas outros, obviamente, tiveram seu direito democrátivo ao voto seqüestrado, eles queriam votar mas ficaram com medo", disse Soren Jessen-Petersen. Violência Choques em março de 2004 deixaram 19 mortos. Grupos de albaneses atacaram comunidades sérvias e queimaram igrejas. Centenas de pessoas ficaram feridas. Entretanto, a votação foi tranquila, com apenas algumas irregularidades menores relatadas. Os resultados devem ser divulgados na segunda-feira. Kosovo foi colocada sob administração ONU, depois que a campanha de bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) levou à retirada das forças de segurança sérvias da região. |
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