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Acusado por crimes de guerra, premiê de Kosovo renuncia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da província sérvia de Kosovo, Ramush Haradinaj, anunciou a sua renúncia após ter sido indiciado por crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, em Haia (Holanda). Haradinaj, um ex-comandante do Exército de Libertação de Kosovo (ELK), vinha sendo investigado por sua atuação durante o conflito kosovar (1998-99). Ele liderou guerrilheiros de etnia albanesa no oeste de Kosovo, mas disse ser inocente das acusações de crimes de guerra. Fontes do governo local afirmam que Haradinaj viajará a Haia nesta quarta-feira. Temendo atos de violência em represália, tropas internacionais lideradas pela Otan em Kosovo (K-FOR) começaram a ser reforçadas com mais soldados na noite de segunda-feira. Cooperação "Minha posição é que devemos cooperar totalmente com a justiça internacional, com o tribunal de Haia", disse Haradinaj, antes de declarar que havia sido indiciado. "Quaisquer que sejam as obrigações, nós a cumpriremos para fazer justiça. Eu acredito que não há provas contra mim", acrescentou. Haradinaj, de apenas 36 anos, recebeu apoio da maior parte dos integrantes do Parlamento kosovar ao assumir o governo em dezembro e se tornar o primeiro-ministro mais jovem da Europa. Ele é líder da Aliança pelo Futuro de Kosovo – terceiro maior partido local e herdeiro político do ELK. |
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