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Eleição em Kosovo é marcada por 'boicote' de sérvios | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As eleições para a assembléia legislativa na província de Kosovo – sob administração da Organização das Nações Unidas (ONU) desde 1999 – foram marcadas pelo baixo comparecimento de eleitores sérvios, que representam menos de 10% da população. Em um vilarejo de maioria sérvia perto de Pristina, por exemplo, de um total de cerca de quatro mil eleitores, apenas seis pessoas haviam votado até o meio da tarde, segundo o correspondente da BBC, Nick Hawton. Mais de 90% da população é de origem albanesa e quer que o Kosovo se transforme em um estado independente. O futuro de Kosovo que, tecnicamente, continua parte da Sérvia e Montenegro, foi um dos principais temas do pleito que vai eleleger 120 deputados que vão integrar a assembléia multiétnica da província. O baixo comparecimento dos sérvios às eleições é, em parte, uma resposta ao apelo do primeiro-ministro da Sérvia, Vojislav Kostunica. Ele pediu que os sérvios boicotem a votação devido à situação da segurança no local. Choques em março de 2004 deixaram 19 mortos. Grupos de albaneses atacaram comunidades sérvias e queimaram igrejas. Centenas de pessoas ficaram feridas. A eleição dos 120 deputados é a segunda desde que a ONU assumiu o controle da província. Kosovo foi colocada sob administração ONU, depois que a campanha de bombardeios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) levou à retirada das forças de segurança sérvias da região. |
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