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Bush indica sua assessora para a Suprema Corte | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, nomeou agora há pouco a conselheira legal da Casa Branca, Harriet Miers, como sua candidata para ocupar a vaga aberta na Suprema Corte dos Estados Unidos com a aposentadoria da juíza Sandra Day O'Connor. Miers ainda tem que ser confirmada no cargo pelo Senado americano, dominado pelos Republicanos. Se o nome dela for confirmado, Miers, de 60 anos, será a segunda mulher na Suprema Corte, junto com a juíza Ruth Bader Ginsburg. Analistas dizem que Miers deverá enfrentar uma extensa sabatina dos senadores, já que não tem nenhuma experiência anterior como juíza. Além disso, congressistas do Partido Democrata podem colocar obstáculos à confirmação, caso considerem que Miers pode fazer a Suprema Corte tender mais para a direita. Estréia A indicação de Miers ocorre no dia em que John Roberts estréia no cargo de presidente da Suprema Corte. Roberts havia sido escolhido por Bush para ocupar a vaga de O'Connor, mas acabou sendo indicado à Presidência da Casa depois da morte do titular do cargo, William Rehnquist. Bush disse que Miers “dedicou sua vida ao predomínio da lei e à causa da Justiça”. “Ela vai ser um reforço extraordinário para a Suprema Corte dos Estados Unidos”, disse o presidente americano. Ele citou outros titulares da Casa que foram indicados sem ter experiência prévia como juízes – caso do próprio Rehnquist. Abnegada Miers, por sua vez, afirmou que recebia a indicação com humildade. Ela vinha atuando como mais alta assessora legal de Bush desde novembro de 2004. Miers também trabalhou com o presidente quando ele era governador do Texas e na eleição presidencial de 2000. Amigos e colegas a descrevem como uma profissional decidida e ambiciosa, ainda que discreta e abnegada. |
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