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Atualizado às: 01 de outubro, 2005 - 00h11 GMT (21h11 Brasília)
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Repórter depõe sobre vazamento de nome de agente da CIA
Judith Miller
Judith Miller fez apurações sobre identidade de agente da CIA
A jornalista do New York Times Judith Miller, presa por ter se recusado a revelar uma fonte, depôs nesta sexta-feira em um julgamento que apura se fontes da Casa Branca vazaram o nome de uma agente da CIA.

Miller, que passou 85 dias na prisão, disse que concordou em testemunhar depois de obter autorização formal de sua fonte.

A repórter não nomeou seu informante, mas segundo o NYT, trata-se do assessor do vice-presidente Dick Cheney, I. Lewis "Scooter" Libby.

Libby nega ter revelado o nome da agente Valerie Plame em 2003 para a jornalista.

Retaliação?

O nome de Plame chegou a público dias depois de o marido dela, o ex-embaixador americano Joseph Wilson, ter criticado o modo como a inteligência sobre o Iraque foi usada para justificar a invasão americana.

Wilson afirma que o vazamento foi em retaliação a seus comentários.

O nome da agente foi tornado público pelo colunista Robert Novak, mas a repórter também havia pesquisado o assunto e os investigadores querem saber o nome de sua fonte.

Ela foi presa em julho, mas foi solta na quinta-feira, quando foi anunciado que Libby não se opunha à revelação da sua conversa com a jornalista.

"Scooter (Libby) não sabia o nome da agente até ler o artigo de Novak", disse o advogado da jornalista, Joseph Tate.

Revelar o nome de um agente da CIA é crime federal nos Estados Unidos.

Se o inquérito concluir que este foi um vazamento deliberado, poderá haver um processo criminal, o que seria extremamente embaraçoso para a Casa Branca.

Em julho, Miller e Cooper se recusaram a cooperar com a investigação, afirmando que eles não têm que revelar suas fontes já que a liberdade de imprensa é garantida pela Constituição.

Mas um tribunal de Washington não aceitou o argumento. Cooper mudou de idéia, e concordou em testemunhar, mas Miller se recusou e foi presa.

"Passei 85 dias na prisão por causa de minha crença na importância de manter a relação confidencial entre jornalistas e suas fontes", afirmou ela, depois do depoimento desta sexta.

"Acredite, eu não queria estar na prisão. Mas teria ficado ainda mais tempo."

O advogado de Libby disse que ele nunca teve problemas com o fato de Miller testemunhar.

A jornalista e o assessor de Dick Cheney se encontraram e conversaram por telefone em julho de 2003, segundo o New York Times.

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