|
Repórter depõe sobre vazamento de nome de agente da CIA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A jornalista do New York Times Judith Miller, presa por ter se recusado a revelar uma fonte, depôs nesta sexta-feira em um julgamento que apura se fontes da Casa Branca vazaram o nome de uma agente da CIA. Miller, que passou 85 dias na prisão, disse que concordou em testemunhar depois de obter autorização formal de sua fonte. A repórter não nomeou seu informante, mas segundo o NYT, trata-se do assessor do vice-presidente Dick Cheney, I. Lewis "Scooter" Libby. Libby nega ter revelado o nome da agente Valerie Plame em 2003 para a jornalista. Retaliação? O nome de Plame chegou a público dias depois de o marido dela, o ex-embaixador americano Joseph Wilson, ter criticado o modo como a inteligência sobre o Iraque foi usada para justificar a invasão americana. Wilson afirma que o vazamento foi em retaliação a seus comentários. O nome da agente foi tornado público pelo colunista Robert Novak, mas a repórter também havia pesquisado o assunto e os investigadores querem saber o nome de sua fonte. Ela foi presa em julho, mas foi solta na quinta-feira, quando foi anunciado que Libby não se opunha à revelação da sua conversa com a jornalista. "Scooter (Libby) não sabia o nome da agente até ler o artigo de Novak", disse o advogado da jornalista, Joseph Tate. Revelar o nome de um agente da CIA é crime federal nos Estados Unidos. Se o inquérito concluir que este foi um vazamento deliberado, poderá haver um processo criminal, o que seria extremamente embaraçoso para a Casa Branca. Em julho, Miller e Cooper se recusaram a cooperar com a investigação, afirmando que eles não têm que revelar suas fontes já que a liberdade de imprensa é garantida pela Constituição. Mas um tribunal de Washington não aceitou o argumento. Cooper mudou de idéia, e concordou em testemunhar, mas Miller se recusou e foi presa. "Passei 85 dias na prisão por causa de minha crença na importância de manter a relação confidencial entre jornalistas e suas fontes", afirmou ela, depois do depoimento desta sexta. "Acredite, eu não queria estar na prisão. Mas teria ficado ainda mais tempo." O advogado de Libby disse que ele nunca teve problemas com o fato de Miller testemunhar. A jornalista e o assessor de Dick Cheney se encontraram e conversaram por telefone em julho de 2003, segundo o New York Times. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||