 |  Miller e Cooper vinham se recusando a revelar suas fontes |
A repórter do jornal americano The New York Times, Judith Miller, foi presa nesta quarta-feira por se recusar a revelar a um júri o nome de uma fonte na investigação do vazamento da identidade de uma agente da CIA. "Se não se pode confiar em jornalistas para manter segredos, então os jornalistas não podem operar e não pode haver uma imprensa livre", disse Miller. Mas seu colega Matthew Cooper, da revista Time, disse que mudou de idéia e resolveu revelar de quem obteve suas informações ao receber uma mensagem "dramática" dessa pessoa autorizando-o a divulgar o seu nome. O vazamento do nome da agente da CIA Valerie Plame em 2003 está sendo investigado para determinar se ele pode ser considerado um crime federal. Seu nome veio à tona durante divergências sobre evidências usadas pelo governo americano para justificar a guerra do Iraque. A identidade de Plame foi divulgada depois que seu marido, o diplomata Joseph Wilson, publicou artigo atacando os motivos alegados pelo presidente George W. Bush para invadir o país. O promotor Patrick Fitzgerald alegou na semana passada que ambos os jornalistas deveriam ser presos por se recusarem a revelar suas fontes. Segundo correspondentes, o caso é um dos choques legais mais graves entre a mídia e o governo das últimas décadas. |